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Bolívia

Candidato de Morales retorna à Bolívia para lançar campanha presidencial

Luis Arce (d), ao lado de Evo Morales, que ele representará na corrida eleitoral boliviana.
Luis Arce (d), ao lado de Evo Morales, que ele representará na corrida eleitoral boliviana. REUTERS/Mario De Fina

Luis Arce, candidato indicado por Evo Morales para tentar conquistar a presidência da Bolívia, anunciou que voltará para seu país nesta terça-feira (27). O ex-ministro boliviano da Economia está exilado em Buenos Aires com o ex-chefe de Estado, que renunciou diante da pressão das Forças Armadas após sua vitória no primeiro turno da eleição presidencial, em outubro.

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Arce será o candidato pelo partido Movimento ao Socialismo (MAS) e terá como vice na campanha o ex-ministro das Relações Exteriores, David Choquehuanca. Uma pesquisa de opinião divulgada no domingo (26) aponta que a legenda lidera as intenções de voto, com 26%. Ele aparece à frente do líder regional Luis Fernando Camacho, de direita, e do ex-presidente centrista Carlos Mesa, que reúnem, cada um, 17%.

O representante de Morales é considerado como o responsável pelo que ficou conhecido como “milagre econômico” boliviano, um modelo baseado no desenvolvimento social, comunitário e produtivo. Após a nacionalização dos hidrocarbonetos em 2006, que coincidiu com uma alta inédita dos preços do petróleo, a economia do país cresceu cerca de 4,9% ao ano e a pobreza caiu de 38,2% em 2005 para 17,1% em 2018.

Evo Morales, que estava no poder há 14 anos, foi reeleito já no primeiro turno da eleição presidencial. Mas diante das irregularidades no pleito, reconhecidas até pela Organização dos Estados Americanos (OEA), o chefe de Estado foi forçado a deixar o cargo e, desde então, vive exilado.

Desde 12 de novembro, o país é dirigido por Jeanine Añez. Ela assumiu o cargo como segunda vice-presidente do Senado, já que todos os titulares de funções superiores haviam renunciado. A interina, que declarou que não pretendia ficar no poder, mudou de posição e já avisou que vai se candidatar para a eleição, prevista para 3 de maio. Ela aparece em quarto lugar nas pesquisas de opinião.

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