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Vaticano

Papa recebe Fernández no Vaticano e diz que vai “ajudar” a Argentina

O presidente argentino Alberto Fernández (e) reunido com o papa Francisco no Vaticano.
O presidente argentino Alberto Fernández (e) reunido com o papa Francisco no Vaticano. REUTERS/Remo Casilli/Pool

O papa Francisco recebeu nesta sexta-feira (31) no Vaticano o presidente da Argentina, Alberto Fernández. Durante o encontro, os dois líderes falaram sobre a dívida do país sul-americano. O novo chefe de Estado disse que o sumo pontífice prometeu ajuda.

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"Santo Padre, que bom te ver!", disse o presidente antes de entrar na biblioteca privada de Francisco no segundo andar do palácio apostólico. "Bem-vindo!", respondeu o pontífice, que brincou com o chefe de Estado ao convidá-lo para entrar. "Primeiro o coroinha", afirmou.

Com esse gesto simpático, o pontífice argentino marcou o tom do encontro, de 44 minutos, muito mais longo do que o que costuma conceder a outros presidentes, inclusive ao antecessor de Fernández, Mauricio Macri.

Os dois líderes, que se conhecem há anos, trataram de vários temas de interesse comum. O alívio da dívida externa argentina, uma prioridade do governo Fernández, fez parte das discussões.

"Foi examinada a situação do país, especialmente em relação a alguns problemas como a crise econômica financeira, a luta contra a pobreza, a corrupção, o narcotráfico, a promoção social e a proteção da vida desde sua concepção", resumiu o Vaticano em um curto comunicado.

Já o presidente argentino foi mais explícito sobre o conteúdo das conversas durante uma coletiva de imprensa diante da embaixada argentina, em frente à Santa Sé. "O papa já está nos ajudando muito, e aprecio isso. Porque é um argentino preocupado com sua pátria e com seu povo. A dívida trouxe pobreza à sociedade", explicou Fernández. "O papa vai fazer o que puder para nos ajudar", acrescentou.

A Argentina é o país mais endividado da América Latina, com uma dívida de mais de US$ 300 bilhões. O valor representa 93% do PIB. 

Aborto ficou fora da pauta

O presidente admitiu que não abordou dois temas delicados para Francisco: a legalização do aborto, defendida abertamente por Fernández, e uma eventual viagem do papa a seu país de origem.

A falta de visita de Francisco a sua terra natal é um tema sensível, que gera diversas conjecturas. "O papa é uma figura transcendental, está muito além dos argentinos, é da humanidade", acrescentou o presidente.

O Vaticano foi a primeira etapa do giro europeu do presidente argentino. Ele continua a viagem em Berlim, Madri e Paris. 

(Com informações da AFP)

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