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Estados Unidos/ Primárias

Após denúncias de interferência russa, Sanders quer consolidar em Nevada sua vantagem nas primárias democratas

O candidato nas primárias do partido democrata americano, Bernie Sanders, em campanha em New Hampshire, em 11 de fevereiro de 2020.
O candidato nas primárias do partido democrata americano, Bernie Sanders, em campanha em New Hampshire, em 11 de fevereiro de 2020. REUTERS/Rick Wilking

O estado de Nevada, nos Estados Unidos, celebra neste sábado (22) a terceira etapa do processo de primárias democratas, para definir o candidato que enfrentará o presidente Donald Trump na eleição presidencial de novembro. A votação acontece com a candidatura do favorito Bernie Sanders abalada por denúncias de interferência da Rússia a seu favor.

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Sanders chega como líder, com 15 pontos de vantagem nas pesquisas, e pretende consolidar sua posição em um estado com grande população latina. Mas as denúncias feitas por funcionários americanos na sexta-feira (21), de que Moscou supostamente pretendia beneficiar sua candidatura, podem abalar sua posição.

Em um clima político polarizado e com a opinião pública abalada após a campanha de interferência de Moscou nas eleições de 2016 a favor de Trump, sobre a qual várias agências de inteligência americanas concordam, os relatos poderiam prejudicar Sanders, candidato independente que se apresenta como um "socialista democrático".

O senador por Vermont rebateu as denúncias e disse ao presidente russo Vladimir Putin, para ficar longe das eleições americanas. “Como presidente, vou garantir que ele faça isso", afirmou.

Embora não esteja claro o alcance da trama russa nem a motivação, a denúncia poderia ajudar potencialmente a campanha de reeleição de Trump, já que muitos acreditam que para o presidente seria mais fácil vencer um candidato de esquerda como Sanders, em comparação a uma opção mais moderada como o ex-vice-presidente Joe Biden.

Na terceira etapa das primárias do partido, depois de Iowa e New Hampshire, Sanders espera consolidar a vantagem antes da "Super Terça" de 3 de março, dia em que 14 estados votam simultaneamente.

Mas o caucus, que são assembleias cidadãs de voto, também pode representar um estímulo a outros pré-candidatos, que precisam somar delegados para permanecer na disputa.

Bloomberg ausente

Nevada, um estado mais diverso que os dois que já votaram, tem 20% de latinos entre os eleitores. Vários candidatos tentam ganhar força em um momento crucial das primárias.

Biden, que começou a disputa como favorito e agora luta para permanecer na disputa após um desempenho humilhante em Iowa e New Hampshire, está em segundo nas pesquisas em Nevada com 16%. Um resultado ruim neste sábado pode ser fatal para a campanha do ex-vice-presidente de Barack Obama.

O caucus de Nevada também é crucial para a senadora Elizabeth Warren, cuja campanha ressurgiu após o debate de democrata de quarta-feira (19) em que criticou duramente o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, exigindo que revogue os acordos de confidencialidade assinados por sua empresa com várias mulheres.

Bloomberg não disputa o caucus deste sábado, pois decidiu concentrar sua campanha na "Super Terça", para a qual gastou mais de 360 milhões de dólares de sua fortuna pessoal.

A campanha de Bloomberg anunciou na sexta-feira que liberaria dos acordos de confidencialidade três mulheres por casos relacionados a queixas após comentários feitos pelo bilionário no ambiente de trabalho.

Também na sexta-feira, o Twitter informou que suspendeu 70 contas por publicações similares a spam que apoiavam Bloomberg, cuja campanha contratou centenas de pessoas para promovê-lo nas redes sociais.

Com informações da AFP

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