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Autoridades voltam atrás, recomendam uso de máscaras e criam confusão nos EUA

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, pediu desde quinta-feira (2) que a população da cidade usassem máscaras ao sair às ruas.
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, pediu desde quinta-feira (2) que a população da cidade usassem máscaras ao sair às ruas. REUTERS/Brendan McDermid

O presidente americano, seguindo uma diretiva do Centro Americano de Epidemias, pediu nesta sexta-feira (3) aos americanos para cobrir o rosto ao sair de casa, mesmo com máscaras caseiras. A medida não é obrigatória e Donald Trump fez questão de assinalar que ele mesmo não usaria máscaras. A recomendação de Trump foi feita no dia seguinte que o prefeito de Nova York, epicentro da epidemia nos Estados Unidos, desse o mesmo conselho à população.

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A correspondente da RFI em Nova York, Loubna Anaki, relata que poucos clientes, que fazem fila na frente de um supermercado da cidade, usam máscaras. Segundo ela, os nova-iorquinos estão confusos com as novas orientações das autoridades. “Pensava que deveríamos usar uma máscara somente quando tivéssemos sintomas”, disse à reportagem da RFI uma mulher. Outra moradora afirmou que “desde o início, lemos que os especialistas não têm certeza que a máscara protege e que, às vezes, ela pode até aumentar o risco de contaminação”.

Ao aconselhar os moradores de sair nas ruas com o rosto protegido, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, antecipou a novas diretrizes do Centro Americano de Epidemias (CDC) que foram anunciadas nesta sexta-feira pela Casa Branca. O prefeito nova-iorquino se apoiou em vários estudos realizados na Ásia que ressaltam o risco determinante que representam os contaminados assintomáticos na propagação da Covid-19.

Moradores aplaudem orientação

Se alguns estão confusos, outros aplaudem a nova orientação. «Na Ásia, eles têm o hábito de usar máscaras, de cobrir o rosto, e hoje sabemos, sem dúvida, que é isso que faz a diferença», acredita um morador ouvido pela repórter da RFI.

No entanto, as autoridades salientam que a população não deve usar máscaras de proteção médicas, que devem ser reservadas prioritariamente aos profissionais de saúde. O produto que está em falta no mercado provocou, aliás, uma verdadeira “guerra de máscaras » entre os países. Por isso, os americanos pedem para a população se proteger como puderem, com lenços, faixas e produtos caseiros. “Tenho algumas bandanas e vou testá-las. Temos que fazer o necessário para proteger uns aos outros », estima uma moradora.

A nova recomendação também acontece após a revelção por cientistas americanos de que o Coronavírus pode ser transmitido pelo simples ato de respirar ou falar. Com o uso generalizado de máscaras, mesmo artesanais, as autoridades esperam frear a epidemia. Nos Estados Unidos, onde o pico da doença é esperado até o final do mês, o coronavirus já matou ao menos 7.400 pessoas.

Especialistas franceses também recomendam uso de máscaras

Na França, ao contrário do que propõe o governo e a Organização Mundial da Saúde, a Academia Nacional de Medicina está recomendando o uso generalizado de máscaras. A instituição pede inclusive que a utilização do produto seja obrigatória na rua após o fim do confinamento no país.

Devido a penúria de máscaras profissionais, a Academia pede a divulgação em massa de instruções para a fabricação de produtos caseiros que também podem ser eficazes na proteção contra o coronavírus. Vários vídeos postados na internet explicam, passo a passo, como fabricar em casa máscaras de tecido alternativas.

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