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Trump diz que ex-conselheiro pagará um «preço alto» por lançamento de livro

Donald Trump chegou a acusar John Bolton, autor do livro, de "louco", afirmando que o livro seria apenas uma trama de "mentiras e histórias falsas".
Donald Trump chegou a acusar John Bolton, autor do livro, de "louco", afirmando que o livro seria apenas uma trama de "mentiras e histórias falsas". AFP/File

Depois que um juiz americano autorizou neste sábado (20) o lançamento de uma publicação de seu ex-assessor, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu à decisão e afirmou que ele pagará um "preço alto" pela publicação.

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"Bolton violou a lei e foi convocado e repreendido por isso, com um preço muito alto a pagar", tuitou o presidente americano. O livro intitulado "The Room Where it Happened" (A Sala Onde Aconteceu), já foi enviado para as livrarias e traz várias acusações contra Trump, de acordo com a imprensa americana. O lançamento está previsto para a terça-feira (23).

Um juiz dos Estados Unidos se recusou a impedir a venda da obra no qual John Bolton, ex-assessor de segurança nacional de Donald Trump, descreve o presidente como corrupto e incompetente.

Perigo à segurança nacional

O magistrado Royce Lambert não encontrou razões para bloquear o lançamento. "Embora a conduta unilateral de Bolton levante sérias preocupações de segurança nacional, o governo não conseguiu estabelecer que uma liminar é um remédio apropriado", escreveu o juiz.

O magistrado ainda disse que Bolton "provavelmente colocou em perigo a segurança nacional com a publicação", após uma revisão de trechos que, segundo o governo, contém material confidencial.

Bolton descreve os 17 meses que trabalhou com Trump, até sua demissão, em setembro do ano passado. De acordo com Bolton, um republicano que integra a ala mais à direita do partido, Trump "não é apto para o cargo".

Entre outras revelações, o autor afirma que Donald Trump "suplicou" ao presidente chinês, Xi Jinping, durante as negociações comerciais para que Pequim aumentasse as compras de produtos agrícolas americanos, com o objetivo de conquistar votos nos estados agrícolas na eleição presidencial de novembro.

 

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