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Nova York impõe quarentena a visitantes de 16 estados dos EUA que registram surto de coronavírus

Times Square em Nova York City, com pessoas usando máscaras para se proteger do coronavírus.
Times Square em Nova York City, com pessoas usando máscaras para se proteger do coronavírus. AFP

O estado de Nova York vai exigir quarentena de visitantes de 16 estados dos Estados Unidos onde as infecções por COVID-19 estão aumentando, anunciou o governador Andrew Cuomo nesta terça-feira (30). Os 16 estados afetados pela medida representam quase metade da população do país.

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"Agora temos 16 estados que atendem aos critérios de quarentena e estão sujeitos a quarentena em Nova York", disse o governador. Cuomo havia anunciado na semana passada uma primeira lista com oito estados do sul e oeste do país, incluindo Flórida e Texas. Nesta terça-feira ele incluiu na lista visitantes da Califórnia, Nevada, Geórgia, Iowa, Idaho, Louisiana, Mississippi e Tennessee. Todo ficarão em quarentena por 14 dias se viajarem para Nova York.

O governador de Connecticut (ao norte da cidade de NY), Ned Lamont, informou pelo Twitter que também ampliou a lista de pessoas que deverão respeitar isolamento social para os mesmos estados.

O anúncio ocorre no momento em que Nova York, que foi o epicentro da pandemia com mais de 20.000 mortos, registra uma queda nos casos de Covid-19, enquanto os estados mencionados sofrem um grande surto da doença. A imposição das restrições mostra uma mudança radical na propagação do coronavírus nos EUA, pois há algumas semanas vários estados exigiam quarentena para quem chegasse de Nova York.

Cuomo disse que as medidas buscam manter os níveis de contágio e hospitalização baixos na cidade, à medida em que avança em uma recuperação lenta e cautelosa. Na semana passada, o governador nova-iorquino havia dito que os visitantes dos estados afetados que violarem as regras de autoconfinamento estariam sujeitos a uma ordem judicial de quarentena obrigatória autofinanciada, além de multas de US$ 2.000 pela primeira violação e US$ 5.000 em caso de recidiva.

EUA podem ter 100.000 casos diários de Covid-19

Anthony Fauci, consultor médico da Casa Branca, alertou nesta terça-feira que os Estados Unidos podem ter 100.000 novos casos de coronavírus diariamente se não forem tomadas medidas para frear a pandemia. "Agora estamos tendo 40.000 novos casos por dia", disse o especialista, diretor do Instituto Americano de Doenças Infecciosas, em audiência diante do Comitê de Saúde e Educação do Senado. "Não ficaria surpreso se atingirmos 100.000 por dia se isso não mudar", advertiu.

Fauci se recusou a prever o número de mortes que a onda atual poderia causar, mas de acordo com uma estimativa divulgada na semana passada pelos Centros de Prevenção e Controle de Doenças, o país pode ter entre 130.000 e 150.000 mortes por Covid-19 até 18 de julho.

O balanço atual é de pelo menos 126.000 mortos. Quatro estados americanos (Califórnia, Arizona, Texas, Flórida) representam atualmente metade dos novos casos.

(Com AFP)

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