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Estados Unidos/Nuclear

Obama deve anunciar restrições ao uso de armas nucleares

Ao lado da secretária de Estado Hillary Clinton, Barack Obama comenta os avanços alcançados nas negociações com a Rússia para a redução do arsenal nuclear dos dois países.
Ao lado da secretária de Estado Hillary Clinton, Barack Obama comenta os avanços alcançados nas negociações com a Rússia para a redução do arsenal nuclear dos dois países. Reuters

A nova estratégia nuclear dos Estados Unidos será revelada nesta terça-feira pelo presidente Barack Obama. Segundo o jornal The New York Times, Obama deverá confirmar que o país vai restringir as condições de uso dessas armas, mesmo em defesa própria. As novas regras terão exceções para países como Coreia do Norte e Irã, que violaram ou se retiraram do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares.  

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Cleide Klock, correspondente da RFI em Nova York.

O anúncio acontece dois dias antes da visita de Obama a Praga, onde ele terá um encontro com onze chefes de Estado do Leste Europeu e da Europa Central para assinar um tratado de desarmamento nuclear com a Rússia. Nos Estados Unidos, cada novo governo deve fazer uma revisão do plano nuclear e definir o seu posicionamento. A última retificação aconteceu em 2002.

Depois que Obama recebeu o prêmio Nobel da Paz de 2009, aumentou a expectativa sobre o posicionamento e as metas que ele vai revelar, já que em inúmeras situações o democrata declarou seu desejo de viver em um mundo sem armas nucleares. Obama tem pela frente o desafio de dar credibilidade a sua agenda de controle de armas, mas também não pode preocupar aliados ou limitar negociações com ameaças nucleares de países como Irã e Coreia do Norte.

Por enquanto, quase nada foi divulgado sobre o novo documento. O presidente norte-americano adiantou que esse será o "acordo de controle de armas mais abrangente em quase duas décadas". O porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs declarou nessa segunda-feira que "segurança nuclear é uma das questões em que o presidente está mais focado na sua política externa". Há um ano, Obama disse em um discurso histórico, em Praga, que iria trabalhar por um mundo sem armas nucleares. No entanto, ele admitiu que não esperava ver esse objetivo alcançado durante sua vida.

Em fevereiro, fontes anônimas do governo disseram que Obama planejava uma "redução drástica" do arsenal do país como parte da revisão feita pela sua administração. Mas especialistas acreditam que, apesar dos apelos antinucleares em todo o mundo, o novo plano não irá representar uma grande revisão da política do ex-presidente republicano George W. Bush.

Nos dias 12 e 13 de abril, Obama receberá em Washington líderes do mundo inteiro para uma cúpula de dois dias sobre segurança nuclear.

Rússia elogia negociações com Obama

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, disse nesta terça-feira que as relações entre Moscou e Washington chegaram a um novo "nível de confiança". Em entrevista coletiva na capital russa, Lavrov comentou que o novo tratado START, a ser assinado entre os presidentes Barack Obama e Dmitri Medvedev, eliminou as medidas consideradas discriminatórias em relação à Rússia. Mas o chanceler alertou que seu país poderá se retirar do novo tratado caso o desenvolvimento do escudo antimísseis norte-americano represente risco para a eficiência das forças nucleares estratégicas da Rússia.

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