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Comércio/ Mercosul

Jornal Le Monde retrata "guerra de nervos" entre Brasil e Argentina

A ministra argentina da Indústria, Débora Giorgi (e) e a presidente do país, Cristina Kirchner
A ministra argentina da Indústria, Débora Giorgi (e) e a presidente do país, Cristina Kirchner Reuters

A disputa comercial entre Brasil e Argentina é tema de uma reportagem nas páginas de Economia do jornal Le Monde desta quinta-feira, que chega às bancas na quarta-feira à tarde. Depois de explicar os detalhes do que chamou de uma “guerra e nervos”, o jornal alfineta os vizinhos latinoamericanos, afirmando que os dois países “não têm nenhum interesse em se lançar em uma guerra comercial que enfraquece o Mercosul”.

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Para o diário francês, ao impor o bloqueio à entrada de veículos importados da Argentina, a presidente Dilma Rousseff está tentando reverter a imagem de “fraqueza” que transmitia seu predecessor, Lula, acusado pela imprensa brasileira de ter sido tolerante demais com as medidas protecionistas adotadas havia anos pelos argentinos.

O texto, assinado pelo correspondente na América Latina, Jean-Pierre Langellier, explica que 600 produtos brasileiros eram alvo de restrições protecionistas por parte dos hermanos, especialmente máquinas agrícolas, eletrodomésticos, pneus e calçados. Em retaliação, agora Brasília decidiu dificultar a entrada dos carros importados da Argentina, cuja exportação representa entre 33% e 44% do comércio com o Brasil. “O tom se eleva entre o Brasil e a Argentina sobre a questão da livre-circulação de mercadorias”, avalia a reportagem.

A medida já resultou na retenção de 2 mil veículos argentinos na fronteira. A matéria lembra que a ministra argentina da Indústria, Débora Giorgi, “foi apelidada por alguns como Senhora Protecionismo”.
A Argentina é o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e dos Estados Unidos.
 

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