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Cúpula do Mercosul

Mercosul vai limitar importações para se proteger da crise

A presidente brasileira Dilma Rousseff conversa com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez,  durante reunião de cúpula do Mercosul, nesta terça-feira, em Montevidéu.
A presidente brasileira Dilma Rousseff conversa com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante reunião de cúpula do Mercosul, nesta terça-feira, em Montevidéu. Roberto Stuckert Filho/PR

Com um atraso de mais de quatro horas, terminou às 22 horas desta terça-feira a reunião de Cúpula do Mercosul. Os líderes do bloco decidiram uma medida protecionista temporária para proteger seus países da crise. Não houve acordo para declarar a Venezuela como membro pleno imediatamente. O Equador pediu a adesão ao bloco e a Palestina assinou um Tratado de Livre Comércio.

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Márcio Resende, enviado especial da RFI a Montevidéu

Os países do Mercosul decidiram criar uma nova lista de 100 produtos que poderão ser taxados com uma tarifa máxima de 35% quando forem importados de fora do bloco. Cada país vai elaborar a sua lista de produtos mais sensíveis à concorrência com os importados. A medida terá vigência até 2014. 

Ouça a reportagem do enviado especial da RFI, Márcio Resende

A presidente Dilma Rousseff, em discurso no plenário da reunião de Cúpula do Mercosul, traçou o diagnóstico que motivou a proteção extra à indústria nacional.

“A crise internacional que reduz a demanda das indústrias manufatureiras nos países desenvolvidos e asiáticos tem ensejado, junto com a prática da guerra cambial, sobre os países do Mercosul uma avalanche de importações predatórias que comprometem o crescimento e o emprego”, analisou.

Para a presidente brasileira, a crise na zona do euro ainda pode estar longe de terminar. “Temos razões para nos preocuparmos com a perspectiva de uma recessão global e mesmo de uma brusca contração de crédito. Devemos nos precaver contra todas essas possibilidades”, advertiu.

Venezuela

Assim como busca proteger-se dos efeitos da crise econômica nos países desenvolvidos, o Mercosul quer mais integração entre os países sul-americanos.

Será criada uma comissão de alto nível para promover a incorporação de novos membros ao Mercosul. A comissão terá ainda como finalidades incorporar o Equador, que acaba de pedir a sua adesão como membro pleno, e acelerar a integração da Venezuela. O processo de adesão da Venezuela como membro pleno depende do aval do Senado paraguaio que há cinco anos adia a decisão.

“Devemos fazer o maior esforço para trazer a Venezuela para dentro do Mercosul”, insistiu Dilma Rousseff.

Na sua primeira viagem oficial desde que foi diagnosticado com câncer, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, exibiu bom humor. “Tomara que o Mercosul não demore tanto com o Equador como demorou com a Venezuela. Incrível!”, disse entre risos.

Chávez anunciou que em breve haverá uma reunião de Cúpula em Caracas entre os presidentes que venceram o câncer, como Lula e o paraguaio Fernando Lugo.  “Em breve haverá uma Cúpula daqueles que vencemos o câncer. A Dilma vai comandar”, brincou o líder venezuelano.

O Mercosul assinou com a Palestina um Tratado de Livre Comércio de forte componente político e anunciou o interesse de ampliar esse tipo de acordo comercial a outros países do mundo árabe.

Outro resultado da cúpula foi a decisão de impedir que navios com bandeira das Ilhas Malvinas atraquem nos portos dos países do Mercosul. A postura foi adotada em solidariedade com a Argentina, que luta pela soberania do arquipélago controlado pela Grã-Bretanha.

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