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EUA/Defesa

EUA mantêm superioridade militar apesar de cortes, diz Obama

O presidente americano Barack Obama apresenta a nova doutrina militar dos Estados Unidos no Pentágono, ao lado dos principais responsáveis da Defesa do país.
O presidente americano Barack Obama apresenta a nova doutrina militar dos Estados Unidos no Pentágono, ao lado dos principais responsáveis da Defesa do país. REUTERS

Barack Obama apresentou nesta quinta-feira uma reforma da doutrina militar que prevê uma baixa do número de soldados. Em um discurso no Pentágono, o presidente americano prometeu que os Estados Unidos continuarão sendo a maior potência militar do mundo, apesar de um crescimento mais lento no orçamento da defesa.

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"Nosso exército será mais reduzido, mas o mundo deve saber que os Estados Unidos vão manter sua superioridade militar com forças armadas móveis, flexíveis e prontas para enfrentar todas as eventualidades e ameaças", declarou o presidente durante uma entrevista coletiva de imprensa no Pentágono.

Além da diminuição do efetivo terrestre, a nova estratégia militar prevê um reforço da presença americana na Ásia. Mas Barack Obama garantiu que as forças armadas continuarão vigiando de perto o Oriente Médio.

O exército americano deixou definitivamente o Iraque em meados de dezembro, e o número de soldados no Afeganistão está diminuindo. Barack Obama disse que colocar um ponto final nesses dois conflitos vai permitir que o governo reequilibre o orçamento nacional.

Essa é a principal preocupação do presidente americano, que pretende disputar a reeleição em novembro com bons argumentos em termos de retomada do crescimento e de luta contra o desemprego.

Enfatizando que o orçamento da Defesa havia tido uma alta "extraordinária" após os atentados de 11 de setembro de 2001, Obama anunciou que esse crescimento será mais lento de agora em diante.

"Algumas pessoas vão certamente considerar as reduções orçamentárias muito importantes. Outros dirão que elas não são suficientes. Após dez anos de guerra, e num momento em que estamos reconstituindo as fontes da nossa força aqui e no exterior, é tempo de restabelecer o equilíbrio", disse o presidente.

 

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