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EUA/BRASIL

Dilma cobra de Obama reforma de políticas monetárias

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, selam a amizade bilateral.
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, selam a amizade bilateral. Reuters

Nesta segunda-feira, Barack Obama recebeu a presidente brasileira para um encontro bilateral, seguido de um almoço. A conversa durou bem mais do que os 45 minutos previstos inicialmente e os chefes de Estado conversaram por cerca de uma hora e meia no Salão Oval da Casa Branca. Sem grandes expectativas, a reunião entre Dilma e Obama teve o intuito de reforçar os laços entre os dois países e discutir oportunidades de cooperação.

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Ligia Hougland, correspondente em Washington

A presidente brasileira cobrou de Obama que os Estados Unidos e as economias avançadas deveriam reformular suas políticas monetárias de modo que sejam evitados o protecionismo e a entrada de capital especulativo no mercado brasileiro, o que causaria uma supervalorização do real, prejudicando o comércio brasileiro com a comunidade internacional.

Os chefes de Estado das duas democracias discutiram também tópicos envolvendo tráfico de drogas e energia alternativa e renovável, falando de uma revolução tecnológica nesta área. Dilma destacou para Obama que as duas maiores democracias das Américas têm grandes oportunidades nas áreas de defesa e segurança.

A maior economia mundial e a economia que mais se expande atualmente já têm uma sólida e histórica aliança e pretendem fortalecer ainda mais o seu relacionamento econômico e político com a visita de Dilma à capital americana.

Expectativas bilaterais

A presidente brasileira quer que os Estados Unidos ajudem o gigante latino-americano a ter uma presença global equivalente ao seu porte regional. Um passo significativo nesse sentido seria um total apoio dos Estados Unidos para que o Brasil conquiste a posição de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Já para Barack Obama, o encontro com Dilma pode servir para fazer com que o Brasil se posicione mais duramente em relação a sanções contra o Irã e a Síria.

Nos pronunciamentos após o encontro, a presidente brasileira se mostrou bem mais entusiasmada e  do que Obama. Dilma falou por cerca de 20 minutos sobre a importância de uma forte parceria entre as duas nações para que tenham sucesso no século 21. O presidente americano falou por aproximadamente 10 minutos e parecia cansado, mas destacou que o Brasil tem um papel importante no cenário mundial e é um parceiro estratégico para os Estados Unidos.

Os dois chefes de Estado esperam apresentar um relacionamento mais próximo ao se encontrarem novamente na Cúpula das Américas, que será realizada em Cartagena, na Colômbia, nos próximos dias.

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