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EUA/imigração

Obama pede rapidez na adoção da reforma da imigração

O presidente Barack Obama afirmou nesta terça-feira que uma reforma migratória integral está ao alcance dos Estados Unidos
O presidente Barack Obama afirmou nesta terça-feira que uma reforma migratória integral está ao alcance dos Estados Unidos REUTERS/Jason Reed

A reforma do sistema de imigração nos Estados Unidos está ao alcance das mãos, disse o presidente americano, Barack Obama, em um discurso na noite dessa terça-feira em Las Vegas. O plano cria regras para a obtenção da nacionalidade por imigrantes clandestinos.

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O presidente Barack Obama pediu nesta terça-feira aos parlamentares que votem com urgência a reforma da Imigração. Deixada em segundo plano durante o primeiro mandato de Obama, as mudanças se tornaram viáveis graças ao apoio de parte da bancada republicana, apesar de algumas divergências. Um grupo paralelo, formado por senadores democratas e da oposição, apresentou ontem um projeto pedindo um maior patrulhamento das fronteiras.

Em seu discurso em uma escola nesta terça-feira, Obama fez um apelo para que a reforma seja adotada rapidamente. ‘’Chegou a hora de uma reforma global’’, disse Obama. ‘’Pedimos ao Congresso que a adote rapidamente, para poder regularizar a situação de 11 millhões de clandestinos’’, declarou

A escolha do estado de Nevada para lançar a reforma é significativa : a maior parte da população de origem hispânica forma a base eleitoral da reeleição de Obama. Durante o discurso do presidente americano, o público chegou a traduzir para o espanhol o slogan da campanha de Obama. ‘’Yes We Can’’ se transformou em ‘’Si Puede.’’ Muitas pessoas choraram quando o chefe de estado falou das dificuldades enfrentadas pelos imigrantes.

As propostas de Obama e a do grupo de parlamentares difere em alguns aspectos. O acesso à nacionalidade americana, por exemplo, é mais rápido no projeto do governo. A prioridade será dada aos imigrantes que estão legalmente no país, mas o presidente defende que os clandestinos possam obter a cidadania depois de aprender inglês, pagar uma multa, e se submeter a uma investigação sobre antecedentes criminais.

A última tentativa de revisão das leis de imigração foram feitas pelo republicano Georges Bush em 2007, que não passou no Congresso. Os economistas ainda divergem sobre os efeitos da reforma no crescimento econômico do país, mas a maioria acredita que ela contribuiria para aumentar a demanda e a produtividade, diminuir os preços e melhorar a taxa de natalidade.
 

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