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Venezuela/Chávez

Chavismo pode não resistir à morte de Chávez

Livro de condolências para quem quiser deixar uma mensagem pela morte de Hugo Chávez foi aberto em Lima, Peru
Livro de condolências para quem quiser deixar uma mensagem pela morte de Hugo Chávez foi aberto em Lima, Peru REUTERS/Enrique Castro-Mendivil

A Venezuela não tem um líder carismático como Hugo Chávez e o “chavismo”, regime político implantado pelo presidente morto na terça-feira 5 de março de 2013, pode acabar ou se transformar. Essa é a opinião do cronista da RFI e professor de política internacional, Alfredo Valladão.

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Para Alfredo Valladão, nenhum dos herdeiros políticos de Chávez tem o carisma do presidente. Mas ainda é cedo para conhecer a ambição e as estratégias dos grandes líderes chavistas, como o vice-presidente Nicolas Maduro ou o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello.

Além de estar baseado na figura carismática de Chávez, o “chavismo” também é caracterizado por uma política assistencialista maciça com o dinheiro do petróleo, lembra Valladão. Metade da população venezuelana, que foi beneficiada por essa política, quer que o regime continue. A oposição se mostra ainda dividida e se os chavistas conseguirem manter um mínimo de unidade, eles podem vencer as eleições previstas para daqui a um mês, acredita o cronista.

No entanto, a incerteza é grande. “É muito difícil um regime político baseado numa única pessoa carismática continuar da mesma maneira após a morte do líder”, conclui. Clique abaixo para ouvir a entrevista integral do cronista de política internacional, Alfredo Valladão:

Hugo Chávez, de 58 anos, morreu na terça-feira após quase dois anos de luta contra um câncer. O vice-presidente Nicolas Maduro assumiu o comando do país e novas eleições presidenciais devem ser organizadas em 30 dias.

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