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Venezuela/Maduro

Em entrevista, Maduro critica EUA e a oposição e elogia Brasil

Para Nicolas Maduro, Obama não respeita o país
Para Nicolas Maduro, Obama não respeita o país Foto: Reuters

Em uma entrevista exclusiva concedida ao jornal Le Monde, o presidente venezuelano Nicolas Maduro criticou a oposição, disse que Obama não respeita seu país, e negou que haja uma polarização na Venezuela. Maduro ainda sugere que a Europa se una aos BRICs, o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que ele considera "uma esperança para o mundo."

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Em sua entrevista ao jornal francês Le Monde, a primeira desde que foi eleito no dia 14 de abril, o novo presidente deu vazão à retórica chavista e não economizou críticas aos EUA e à Europa. Ele também negou uma polarização das forças políticas no país, apesar dos 49% dos votos atribuídos ao candidato da oposição, Henrique Capriles, nas eleições presidenciais.

Maduro também enviou um recado aos europeus :existe uma percepção caricatural da política do país que não corresponde à realidade, na sua opinião. "As pessoas pensam que na Venezuela existe uma ditadura", disse. Ele também afirma defender o diálogo com a oposição, mas declara que ela é dirigida por um grupo 'extremista' de direita, que estaria pronto para tomar o poder nos moldes do general Pinochet, no Chile.

Ao ser perguntado sobre uma possível ‘normalização’ das relações com os Estados Unidos, Maduro ampliou os ataques. Para ele, os Estados Unidos não respeitam a América Latina e são governados por um aparelho militar, industrial, midiático e financeiro.

RFI

"Obama sorri, mas bombardeia", declarou, ressaltando que ele apenas "difunde uma imagem diferente de Bush, que serve ainda mais aos interesses de dominação industrial." Mas apesar do discurso agressivo, Maduro afirma que o país está disposto a buscar uma relação "positiva" com os americanos.

Síria e BRICS

O novo presidente venezuelano também afirmou ter uma boa cooperação com o líder sírio, Bachar al-Assad, que se justificaria pelas oportunidades de negócios. Segundo ele, é preciso entender "que a América Latina busca um modelo econômico depois do desastre dos anos 90, marcados pelo neoliberalismo", que levaram às revoluções sociais, e explicam, em sua opinião o surgimento de líderes como o ex-presidente Lula, ou ainda Rafael Correa, no Equador.

Segundo ele, o BRICs, grupo formado Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, também deve servir de exemplo para o mundo. O bloco, diz, pode gerar grandes mudanças e equilibrar a ordem econômica mundial, "porque os países incluindo os 'irmãos brasileiros', representam mais de 3 bilhões de habitantes, ressalta. Ele também mandou um recado para a Europa : o continente se deixou dominar pelos Estados Unidos, e a única saída agora seria os europeus se aliarem aos BRICs, para favorecer uma 'aliança mundial.'
 

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