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Bolívia/Greve

Governo retoma controle de estradas bloqueadas por grevistas na Bolívia

Os grevistas bolivianos, entre eles milhares de mineiros, foram retirados pela polícia das estradas bloqueadas desde segunda-feira.
Os grevistas bolivianos, entre eles milhares de mineiros, foram retirados pela polícia das estradas bloqueadas desde segunda-feira. REUTERS/David Mercado

Depois de quatro dias de greve o governo boliviano conseguiu retomar o controle de grande parte das estradas do país, bloqueadas por grevistas desde segunda-feira. O presidente Evo Morales pede para negociar com sindicatos, que reivindicam mudanças no sistema de aposentadoria. 

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Os grevistas haviam instalado barreiras na região de Cochabamba, ao sul de La Paz, e entre Santa Cruz e Beni, no leste do país, o que bloqueava o transporte de mercadorias. “O governo retomou o controle das estradas”, confirmou nessa quinta-feira, 9 de maio, o vice-ministro responsável pela Coordenação de movimento sociais, Alfredo Rada. O presidente Evo Morales também pediu para negociar com os sindicatos.

A greve foi lançada pela Central Operária Boliviana (COB), que exige mudanças no sistema de aposentadoria do país. O sindicato pede que os benefícios representem 100% dos últimos salários, contra os 70% propostos pelo governo. O COB também reivindica novos aumentos salariais.

Os mineiros foram os que mais se mobilizaram durante a greve. A mina de estanho de Huanuni, a principal da Bolívia, viu 5 mil de seus operários cruzarem os braços. O ministro boliviano do Trabalho, Daniel Santalla, avisou que a paralização da empresa estava provocando um prejuízo de 500 mil dólares por dia.

A mobilização também foi marcada por confrontos com a polícia. Dezenas de grevistas ficaram feridos e mais de 300 foram presos desde o início do movimento. Quase todos foram colocados em liberdade poucas horas depois.
 

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