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Brasil/Venezuela

No Brasil, Maduro e Dilma falam sobre futuro do Mercosul

Nicolas Maduro (d) é parabenizado pela presidente brasileira Dilma Rousseff e o boliviano Evo Morales durante a cerimônia de posse.
Nicolas Maduro (d) é parabenizado pela presidente brasileira Dilma Rousseff e o boliviano Evo Morales durante a cerimônia de posse. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chega hoje ao Brasil, onde se encontra com a presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, a viagem busca fortalecer as relações da Venezuela com o Mercosul, que aderiu ao bloco apenas em 2012. Antes da viagema ao Brasil, o presidente venezuelano passou pelo Uruguai e pela Argentina.

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Elianah Jorge, correspondente da RFI em Caracas

A Venezuela assumirá a presidência pró-tempore do Mercosul no próximo 28 de junho. O país passou a integrar o bloco após o afastamento do Paraguai, em junho de 2012. No Brasil, Maduro deverá dar continuidade aos acordos que foram definidos pelo ex-presidente Hugo Chávez nas áreas de segurança alimentar, políticas públicas, saúde e desenvolvimento social e tecnológico.

Na curta viagem, Maduro aproveitará para fazer acordos bilaterais. Com a Argentina, Maduro assinou 15 convênios, nos setores de alimentos e de energia. Um dos acordos visa ajudar a contornar os altos índices de escassez em toda a Venezuela. Maduro destacou que o Mercosul é exemplo de recuperação econômica e produtiva. A Venezuela é um dos principais sócios comerciais do Brasil, e no ano passado, os negócios entre ambos os países chegaram a seis bilhões de dólares.

Opositores reagem

Críticos ao governo de Maduro afirmam que com estas viagens ele pretende buscar aliados e consolidar sua posição de presidente da Venezuela, país que passa por um profunda crise política e econômica. A oposição, que impugnou as eleições presidenciais realizadas há menos de um mês, afirma que Maduro não tem legitimidade para assumir o cargo. De acordo com Henrique Capriles Radonski, Maduro roubou o pleito, e, se a contagem dos votos tivesse sido feita corretamente, ele teria ganho as eleições com uma vantagem de 400 mil votos. Integrantes de partidos da oposição anunciaram que irão apresentar uma denúncia contra o governo venezuelano na Comissão de Direitos Humanos do Mercosul.
 

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