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Honduras/Eleições

Em Honduras, Xiomara Castro quer entrar para o time das primeiras-damas no poder

A ex-primeira-dama Xiomara Castro tenta conquistar presidência de Honduras.
A ex-primeira-dama Xiomara Castro tenta conquistar presidência de Honduras. REUTERS/Jorge Cabrera

Candidata às eleições presidenciais que serão realizadas em Honduras nesse domingo, Xiomara Castro tenta entrar para o time das primeiras-damas que assumiram o poder na América Latina. Casada com o ex-chefe de Estado Manuel Zelaya, ela segue os passos de Cristina Kirchner, na Argentina, e de Sandra Torres, na Guatemala.

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Se Michelle Obama desfruta de uma popularidade ímpar nos Estados Unidos e Hillary Clinton chegou bem perto na corrida pela Casa Branca, a revanche das primeiras-damas parece ser uma especialidade muito mais presente no sul do continente americano. Pelo menos é o que tenta mostrar Xiomara Castro, candidata de esquerda do partido “Liberdade e Refundação” para as eleições presidenciais que acontecem nesse domingo em Honduras. Mulher do ex-presidente Manuel Zelaya, deposto por um golpe de Estado em 2009, ela é uma das favoritas entre os oitos candidatos à sucessão do conservador Porfirio Lobo, que assumiu após a queda de seu marido.

O fato de uma primeira-dama trocar de cadeira com o esposo não é inédito na América Latina. Com sua candidatura, a hondurenha segue os passos de Isabel Martinez Perón, nos anos 1970, ou ainda, mais recentemente, de Cristina Kirchner, que sucedeu seu marido Nestor 2007, na Argentina. Viúva em 2010 e reeleita em 2011, a chefe da Casa Rosada é conhecida por sua influência nos bastidores da presidência mesmo durante sua fase de primeira-dama.

Na Guatemala, Sandra Torres se divorciou do então presidente Álvaro Colom e lançou sua própria candidatura no mesmo ano. Na época, a tentativa foi bloqueada pela justiça, mas ela já avisou que tentará novamente se eleger em 2015.

Mulheres de influência

Se nem todas as primeiras-damas chegaram ao poder, como Evita Perón, que tentou, sem sucesso, se candidatar a vice-presidente em 1951 na Argentina, muitas delas desempenham um papel de influência na gestão de seus maridos. É o caso na Nicarágua, onde o ex-guerrilheiro Daniel Ortega conta com o apoio e a aprovação de sua mulher Rosario Murillo em todos seus atos. O chefe de Estado já declarou que divide o poder de igual para igual com sua esposa e próximos do governo afirmam que não apenas ela dirige vários ministérios dos bastidores, como também pune de maneira severa os que não respeitam suas orientações.

Mas em termos de popularidade, poucas vencem Nadine Heredia. A esposa do presidente peruano Ollanta Humala é uma das personalidades mais influentes do país, como constata uma pesquisa divulgada pela revista Semana Economica, que a classifica como a segunda pessoa mais poderosa do Peru, atrás apenas de seu marido. A peruana, aliás, não esconde de ninguém que quer suceder o atual chefe de Estado, apesar da Constituição proibir esse tipo de “dança das cadeiras” familiar.

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