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Literatura/García Márquez

Morre no México o Nobel de Literatura Gabriel García Márquez

O escritor Gabriel García Márquez em sua última aparição pública, no dia 6 de março.
O escritor Gabriel García Márquez em sua última aparição pública, no dia 6 de março. REUTERS/Edgard Garrido

O colombiano Gabriel García Márquez morreu nesta quinta-feira (17), aos 87 anos. O autor de “Cem anos de solidão” e “O Amor nos tempos do cólera” faleceu em sua residência no México, onde vivia desde 1961. O prêmio Nobel de Literatura era considerado um dos maiores escritores do século 20. Seu último romance foi publicado em 2004.

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O canal de televisão mexicano Televisa foi um dos primeiros a anunciar a morte de García Márquez. Poucos minutos depois, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, declarou em sua conta no Twitter: “Mil anos de solidão e de tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos”, em uma alusão à obra-prima do escritor, “Cem anos de solidão”, traduzida em 35 idiomas.

García Márquez morreu em sua casa na Cidade do México, ao lado de seus familiares. Ele havia deixado o hospital no dia 8 de abril, com um estado de saúde considerado “muito frágil”, após ter sido submetido a um tratamento de pneumonia. O jornal mexicano El Universal chegou a indicar no início desta semana que o escritor sofria de um câncer, diagnosticado e tratado há quinze anos, mas que havia reaparecido nos pulmões, nos gânglios e no fígado. A notícia foi desmentida dois dias depois pelo presidente colombiano.

Vivendo no México desde 1961, depois de ter passado por Cartagena, na Colômbia, Barcelona, na Espanha, e Havana, em Cuba, García Márquez havia se retirado há anos da vida pública. Sua última aparição foi no dia 6 de março, quando recebeu jornalistas que compareceram diante de sua casa para celebrar seu aniversário.

O colombiano, considerado com um dos maiores escritores da história da literatura em língua espanhola, recebeu o prêmio Nobel em 1982. Na época, a academia celebrou uma obra que alia “o fantástico e o real na complexidade rica de um universo poético, refletindo a vida e os conflitos de um continente".

Seu último livro, "Memória de minhas putas tristes", foi publicado em 2004.

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