Acessar o conteúdo principal
EUA/diplomacia

Discurso de política externa de Obama não convence seus adversários políticos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em discurso na Academia Militar de West Point.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em discurso na Academia Militar de West Point. REUTERS/Kevin Lamarque

Nesta quarta-feira (28), o presidente dos EUA, Barack Obama, mostrou que quer virar a página da história e, para isso, delineou mudanças na política externa americana depois de mais de uma década de guerras. Mas os republicanos não pouparam críticas às diretrizes diplomáticas de Obama.

Publicidade

*Da correspondente da RFI em Washington, Raquel Krähenbühl

No seu discurso, Barack Obama procurou justificar o fim das guerras – uma promessa de campanha - e mostrar que esse é um novo tempo, que as ameaças são diferentes e mais difusas, e que isso pede outra estratégia de política externa. O presidente americano quer priorizar a diplomacia e o multilateralismo - as parcerias internacionais - ao invés do uso de força militar unilateral.

O presidente defendeu que os EUA é a nação mais indispensável do mundo, que todos olham para os EUA quando precisam de ajuda e que os críticos ou estão interpretando mal a história ou estão envolvidos em políticas partidárias. Ele aproveitou a exposição para responder aos críticos de sua política externa, que o acusam de ser um líder fraco, indeciso, que tem prejudicado a credibilidade dos EUA pelo mundo.

Pesquisas mostram que a maioria dos americanos acredita que os EUA estão perdendo respeito e prestigio internacional e que têm um papel menos importante como líder mundial do que há uma década.

Críticas

Mas os argumentos de Obama não convenceram a todos. Não demorou para os mais conservadores e também os liberais intervencionistas criticarem o presidente. Um dos críticos clássicos da política externa de Obama, o senador republicano John Maccain, falou que o vacilo americano no cenário mundial, a falta de ação desde a Síria até a Ucrânia vai custar caro ao sangue e ao tesouro americano. Para ele, a primeira coisa que os Estados Unidos precisam fazer é recuperar a credibilidade.

Na mesma linha, o presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, o republicano Ed Royce, falou que, muitas vezes, as palavras fortes do presidente Obama foram seguidas por ações fracas ou nenhuma ações e que o resultado disso foi a perda geral da credibilidade dos EUA.

Os democratas reagiram mais favoravelmente ao discurso de Obama. O líder democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara, Eliot Engel, falou que o presidente foi claro e firme ao explicar a liderança americana no mundo no século 21.

 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.