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Venezuela/ oposição

Opositor venezuelano Leopoldo Lopez será julgado por incitação à violência

Cartaz dizendo "Libertem Leopoldo" acompanham a foto do opositor Leopoldo Lopez em Caracas, nesta quarta-feira, 4 de junho de 2014.
Cartaz dizendo "Libertem Leopoldo" acompanham a foto do opositor Leopoldo Lopez em Caracas, nesta quarta-feira, 4 de junho de 2014. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O opositor venezuelano Leopoldo Lopez, detido há mais de três meses, será julgado por “incitação à violência” durante as manifestações contra o governo do presidente Nicolas Maduro, que se iniciaram em fevereiro no país. Se for considerado culpado, poderá ser condenado a 10 anos de prisão.

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“O indiciamento de Leopoldo Lopez foi decidido devido à sua responsabilidade presumida nos atos de violência de 12 de fevereiro, no centro de Caracas”, declarou o Ministério Público venezuelano, por comunicado, após uma audiência no Palácio de Justiça.

Lopez deverá responder por “delitos de incêndio voluntário e prejuízos” e por “formação de quadrilha”. A pena para os crimes pode chegar a 10 anos de prisão.

O opositor, um economista de 43 anos formado na universidade americana de Harvard, é o fundador do partido Vontade Popular, de direita. O partido representa a ala radical da coalizão de oposição aos chavistas, como Maduro.

Lopez foi preso em 18 de fevereiro, mas mesmo detido, continuou incitando os venezuelanos a manifestarem contra o presidente, sucessor de Hugo Chávez. Os protestos se iniciaram em 4 de fevereiro e foram marcadas por uma forte repressão policial. Oficialmente, 42 pessoas morreram durante as manifestações, que ainda acontecem, principalmente na capital. A frequência dos atos, entretanto, é esporádica.

 

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