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Fidel diz que visitas de Putin e Xi Jinping são conquistas históricas para América Latina

O presidente russo, Vladimir Putin, se encontrou com o ex-líder cubano Fidel Castro no dia 11 de julho de 2014.
O presidente russo, Vladimir Putin, se encontrou com o ex-líder cubano Fidel Castro no dia 11 de julho de 2014. REUTERS/Cubadebate/Handout

O líder cubano Fidel Castro definiu como "conquistas históricas" as visitas dos presidentes da China e da Rússia, este mês, a países da América Latina. Fidel comenta as visitas de Vladimir Putin e Xi Jinping em um artigo publicado nesta terça-feira (22) no jornal oficial cubano Granma.

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No texto intitulado "É hora de conhecer um pouco mais a realidade", Fidel afirma não ter dúvidas que as passagens de Putin e Xi Jinping representam uma "proeza histórica" para o continente. O presidente russo visitou Argentina, Brasil, Nicarágua e Cuba entre os dias 11 e 18 de julho. Xi Jinping chegou ontem à ilha, para uma visita de dois dias, depois de passar por Brasil, Argentina e Venezuela.

Rússia e China são "dois países chamados para liderar um novo mundo, que permitiria a sobrevivência humana, se o imperialismo não desencadear uma guerra criminosa e exterminadora", escreve o ex-líder da revolução comunista, de 87 anos, afastado do poder há oito por motivos de saúde. Fidel destaca que China e Rússia podem trazer aportes decisivos para a América do Sul e o Caribe, nas áreas de ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico.

Investimentos chineses

Xi Jinping foi recebido na noite de ontem, em Havana, pelo vice-presidente cubano, Miguel Diaz Canel. Hoje, ele tem encontro previsto com o presidente Raúl Castro para assinar uma série de acordos bilaterais. É provável que ele faça uma visita a Fidel, como aconteceu durante a passagem de Putin pela ilha.

A China é o segundo parceiro comercial de Cuba, depois da Venezuela, e o primeiro credor da ilha comunista. Xi Jinping chegou a Havana vindo da Venezuela, onde anunciou a criação de um fundo de desenvolvimento econômico de US$ 4 bilhões e uma ajuda de quase US$ 700 milhões para desenvolver a indústria de ouro e cobre locais. Um acordo para a construção de um terceiro satélite comum aos dois países também foi assinado entre os presidentes chinês e venezuelano.

Quando esteve na Argentina, Xi Jinping propôs a criação de um fundo de financiamento de infraestruturas na América Latina dotado de US$ 20 bilhões. O cheque chinês para Cuba também deve ser generoso.

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