Acessar o conteúdo principal
Cuba/Crise ucraniana

Fidel Castro acusa Otan de querer exterminar a Rússia

O presidente russo, Vladimir Putin, se encontrou com o ex-líder cubano Fidel Castro em 11 de julho de 2014.
O presidente russo, Vladimir Putin, se encontrou com o ex-líder cubano Fidel Castro em 11 de julho de 2014. REUTERS/Cubadebate/Handout

O líder cubano Fidel Castro acusou a Otan de promover uma "guerra de extermínio" contra a Rússia e criticou o "ódio" no discurso de seu novo secretário-geral, Jens Stoltenberg, em um artigo publicado nesta quarta-feira (8) na imprensa da ilha.

Publicidade

"Eu ouvia as declarações (de segunda-feira), do novo secretário-geral da Otan, o ex-primeiro-ministro da Noruega. Quanto ódio em seu rosto! Que empenho incrível para promover uma guerra de extermínio contra a Federação Russa", disse Castro. "Quem é mais extremista do que os fanáticos do [grupo] Estado Islâmico? Que religião praticam", questiona o líder de 88 anos.

Após tomar posse, no dia 1° de outubro, Stoltenberg manteve a mesma linha que seu predecessor, o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, em relação à Rússia. Em abril, a Otan suspendeu a cooperação militar com Moscou por seu envolvimento na crise ucraniana. Stoltenberg disse que não vê contradição entre uma Otan forte e uma relação construtiva com a Rússia.

Em outro artigo publicado no início de setembro, Fidel acusou os Estados Unidos e a União Europeia (UE) de declarar guerras por intermédio da Otan. Ele também afirmou que os dirigentes da aliança atlântica falavam com um estilo que lembrava a polícia nazista.

Cessar-fogo sangrento

Pelo menos 331 pessoas morreram na Ucrânia desde a assinatura do cessar-fogo entre separatistas pró-russos e as forças ucranianas, no dia 5 de setembro. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.

O relatório, elaborado por 35 observadores da ONU na Ucrânia, destaca que um número significativo de combatentes estrangeiros, incluindo supostos cidadãos russos, engrossou os grupos armados das autoproclamadas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk no período de 24 de agosto a 5 de setembro. "Durante o período do estudo, o direito humanitário internacional continuou a ser violado por grupos armados e algumas unidades sob o controle do exército ucraniano", diz o relatório, citando "enfrentamentos, combates e disparos de artilharia todos os dias".

Além disso, no mesmo período, "houve um forte aumento das prisões por grupos armados". "Recebemos informações alarmantes, destacando torturas e abusos contra detidos, incluindo execuções simuladas e violência sexual", informam os observadores. "Os grupos armados continuam aterrorizando a população nas áreas que controlam, matando, sequestrando, torturando e maltratando as pessoas", segundo a ONU. O documento também cita relatos de maus-tratos de prisioneiros pelas forças armadas da Ucrânia e da polícia.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, declarou que todas essas violações devem ser alvo de investigações e processos judiciais.

Gianni Magazzeni, chefe do Departamento para Américas, Europa e Ásia do Escritório Central do Alto Comissariado, disse que o saldo global de mortos é "muito conservador". "O número real deve ser muito maior", afirmou. Ele acrescentou que a equipe de 35 observadores das Nações Unidas recebeu relatos de que existem valas comuns, com 400 corpos em setores da região de Donetsk que estiveram tanto sob controle dos separatistas quanto das forças ucranianas.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.