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Canadá/Ataque terrorista

Polícia canadense identifica autor de atentado contra Parlamento

Michael Zehaf-Bibeau, em frame de vídeo amador
Michael Zehaf-Bibeau, em frame de vídeo amador Twitter/@Breaking3zero

A polícia identificou o autor do ataque contra o Parlamento do Canadá nesta quarta-feira (22) em Ottawa, capital do Canadá. Michael Zehaf-Bibeau, de 32 anos, foi morto dentro do prédio, depois de trocar tiros com forças de segurança.

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Zehaf-Bibeau, nasceu no Québec em 1982 e se chamava Michael Joseph Hall até se converter ao Islã. Ele é filho de um empresário líbio e de uma funcionária canadense da comissão de imigração e refugiados do governo federal.

O homem já era conhecido pelas autoridades canadenses. De acordo com a mídia do país, ele era considerado como um "viajante de alto risco" e teve seu passaporte confiscado por suspeita de ter a intenção de integrar a jihad islâmica na Síria.

Zehaf-Bibeau tinha passagens pela polícia por envolvimento com drogas, roubos e porte de arma de fogo. Ele chegou a ser condenado em 2011 a dois anos de prisão em regime fechado.

O atentado

Antes de invadir o prédio, ele assassinou com tiros de fuzil Nathan Cirillo, de 24 anos, soldado de guarda no Memorial Nacional da Guerra. Em seguida, invadiu o Parlamento, onde o primeiro-ministro Stephen Harper participava de uma reunião semanal com os eleitos do partido conservador, que ele dirige.

"Apesar de um breve momento de pânico, ele (o primeiro ministro) foi rapidamente posto em segurança", afirmou o senador Pierre-Hugues Boisvenu, que estava no local no momento do incidente.

De acordo com outra testemunha, ele tinha os cabelos longos e usava um lenço cobrindo metade do rosto. Ele entrou correndo pela porta principal do Parlamento, perseguido por policiais, também armados de fuzis.

Pouco depois, houve uma forte explosão. Após trocar tiros com a polícia, Zehaf-Bibeau foi morto pelo chefe da segurança do Parlamento, o sargento Kevin Vickers, de 58 anos, ex-oficial da guarda nacional.

Reforço contra o terrorismo

Depois do atentado, o premiê Stephen Harper cancelou todos os seus compromissos - entre eles, a entrega da cidadania de honra do Canadá à nobel da paz Malala Yusafzai.

No final da noite, ele fez um pronunciamento em que disse que o Canadá não se deixará intimidar pelos extremistas. Pelo contrário: para Harper, o incidente estimula o governo a redobrar os esforços contra o terrorismo.

O país participa com seis caças da coalizão liderada pelos Estados Unidos que combate o grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. O governo ainda não estabeleceu uma relação direta entre o atentado e o movimento extremista islâmico internacional, mas pediu que seus militares andem a paisana nas ruas.

Na terça-feira (21), o governo canadense elevou o alerta antiterrorista de baixo para médio, depois que um outro canadense convertido ao Islã atropelou dois soldados, matando um deles. O homem de 25 anos foi morto pela polícia.

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