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Religião/América Latina

Uruguai é o país menos “religioso” da América Latina

Catedral de Montevideo, no Uruguai.
Catedral de Montevideo, no Uruguai. Flickr/ Creative Commons

Segundo o estudo divulgado nesta quinta-feira (13) pelo instituto norte-americano Pew Research Center, o Uruguai se destaca dos seus demais vizinhos por ser o país menos "religioso" da região. No Brasil, a fé ainda ocupa um espaço importante na vida da população, mas o número de fiéis da Igreja Católica está em queda.

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Estudo do Pew Research Center sobre o comportamento religioso na América Latina revela que 37% dos uruguaios dizem que não têm nenhuma religião, são ateus ou agnósticos. No Brasil, 8% da população se encaixa nessa categoria e no Paraguai apenas 1%, o que poderia valer ao país o título de mais “religioso”. Na média, nos demais países da América Latina, 20% se consideram sem vínculos religiosos, agnósticos ou ateus.

“28% dos uruguaios dizem que a religião é muito importante nas suas vidas. Em nenhum outro país, menos de 40% dos entrevistados respondeu dessa forma”, afirma o Pew Research Center. Outro dado que mostra a perda de força da religião no Uruguai: “29% dizem que rezam todos os dias. No Brasil, essa proporção é de 61% e 45% dos brasileiros vão à missa –ou culto– pelo menos uma vez por semana”, informa o estudo.

O Uruguai também é o único país da região onde a maioria da opinião pública aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo (62%). E também é o único país no qual a maioria (57%) afirma que “líderes religiosos não deveriam ter nenhuma influência em assuntos políticos”.

 Igreja Católica perde força entre os fiéis latino-americanos

A América Latina tem hoje 425 milhões de católicos, o que representa quase 40% do total em todo o mundo, mas a Igreja de Roma continua a perder fiéis, apesar da simpatia suscitada pelo papa argentino Francisco. Até os anos 60, 90% da população na América Latina se declarava católica. Hoje, essa taxa é de 69%, mas em alguns países o processo de conversão a outras religiões, sobretudo a igrejas pentecostais é mais acelerada.

“A Igreja Católica perdeu fiéis enquanto o número de fiéis de igrejas protestantes e pessoas que dizem não serem ligadas a movimentos religiosos cresceu. Apenas 9% da população da América Latina foi criada dentro de igrejas protestantes, mas, hoje, 19% se declara protestante”, afirma o estudo.

No Brasil, por exemplo, uma em cada cinco pessoas abandonou a Igreja Católica para se tornar evangélico ou, simplesmente, para não seguir nenhuma religião. Na Nicarágua, uma pessoa em cada quatro está nessa situação e na Venezuela, uma pessoa em cada sete.

A pesquisa tenta entender as razões dessa migração para denominações evangélicas. Experiências como "curas milagrosas" e uma "maior conexão com Deus" foram citadas pelos entrevistados. “Muitos ex-católicos dizem que se tornaram protestantes porque queriam um outro tipo de culto e uma igreja que ajudasse mais os seus membros”, resume o relatório.

 

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