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EUA/Cuba

Estados Unidos manifestam preocupação após prisão de dissidentes pela ditadura cubana

Manifestantes solidários aos dissidentes cubanos, em Miami.
Manifestantes solidários aos dissidentes cubanos, em Miami. REUTERS/Francisco Alvarado

Os Estados Unidos manifestaram nesta quarta-feira (31) “profunda preocupação” com as notícias sobre a prisão de dissidentes cubanos na ilha no dia anterior. Forças de segurança de Cuba detiveram ou colocaram em prisão domiciliar pelo menos 10 pessoas, entre eles a artista Tânia Bruguera, que estava organizando uma manifestação pública na Praça da Revolução em Havana.

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A artista de 46 anos havia convocado o povo cubano a expressar livremente suas ideias sobre o futuro da ilha. Segundo Elizardo Sánchez, líder da ilegal, ainda que tolerada Comissão Cubana de Direitos Humanos, relata que muitas pessoas foram presas para impedir a manifestação. A perseguição ocorre poucos dias após o anúncio histórico da retomada de relações diplomáticas entre EUA e Cuba.

O comunicado do departamento de Estado norte-americano diz que os dissidentes presos são “membros pacíficos da sociedade civil”. “Condenamos fortemente a perseguição continua do governo cubano e o uso repetido da prisão arbitrária, às vezes com violência, para silenciar os críticos, perturbar as reuniões pacíficas e a liberdade de expressão e intimidar os cidadãos”, diz a nota.

Desaparecida

O portal de notícias 14ymedio, dirigido pela blogueira de oposição Yoani Sánchez, denunciou a prisão de Bruguera. O marido de Sánchez, Reinaldo Escobar, também havia sido preso, ao lado do dissidente Eliecer Ávila, mas acabou sendo liberado.

Não foi possível confirmar o que houve com Bruguera: seu celular estava fora de serviço e agentes cercavam a porta de seu aportamento, evitando a entrada de jornalistas. Em 2009, Bruguera havia organizado uma manifestação similar no Centro Cultural Wilfredo Lam, em paralelo com a Bienal de Arte de Havana.

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