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Obama/Índia

Obama exige que Índia se engaje na luta contra mudanças climáticas

O presidente norte-americano, Barack Obama, finalizou sua visita de três dias à Índia nesta terça-feira (27) depois de discursar em Nova Délhi.
O presidente norte-americano, Barack Obama, finalizou sua visita de três dias à Índia nesta terça-feira (27) depois de discursar em Nova Délhi. REUTERS/Jim Bourg

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encerrou sua visita à Índia nesta terça-feira (27). No último dia da viagem de três dias, Obama pediu que o país se comprometa na luta contra as mudanças climáticas que considera "um desafio global urgente”.

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Em um discurso realizado diante de 1.500 jovens se grandes países em desenvolvimento como a Índia não adotarem fontes de energia mais limpas, os esforços de outros países para evitar os efeitos do aquecimento global serão em vão.

“Embora países como os Estados Unidos reduzam suas emissões, se países em crescimento como a Índia - com necessidades energéticas em forte alta - não adotarem energias mais limpas, não teremos nenhuma chance contra as mudanças climáticas”, declarou o presidente norte-americano durante um discurso feito diante de cerca de 1.500 jovens.

“Só os indianos podem decidir qual será o papel de seu país no planeta”, insistiu Obama. Para o chefe de Estado, “o mundo será mais justo”, com mais empregos, oportunidades e segurança se as democracias norte-americanas e indianas trabalharem em conjunto.

Terceiro maior emissor de gases

A Índia é o terceiro maior emissor de gases que provocam o efeito estufa, ficando atrás somente da China e dos Estados Unidos. Pequim e Washington assinaram recentemente um acordo inédito sobre a redução destas emissões, devido à aproximação da cúpula sobre o clima em Paris no fim deste ano.

No entanto, Nova Délhi não tomou nenhuma decisão ou aprovou qualquer medida sobre a redução da emissão de gases de efeito estufa. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, diz não sofrer nenhuma pressão sobre o assunto e pretende agir sem afetar o desenvolvimento da Índia.

Mas o premiê indiano, que assumiu o cargo em maio, tem um discurso mais determinado que seu antecessor. A mudança de comportamento se deu devido à concorrência com a China, que tem forte influência chinesa na região, e ao fato de os Estados Unidos passarem a considerar a Índia como um parceiro-chave.

No entanto, no plano econômico, as relações entre os Estados Unidos e a Índia ainda são modestas em relação à parceria norte-americana com a China. Como o próprio Obama lembrou em seu discurso: “Nossas trocas comerciais com a Índia chegaram a US$ 100 bilhões por ano, o que representa uma discreta melhora desde que eu cheguei ao poder, em 2009. Mas esse montante chega a US$ 560 bilhões por ano com a China”.

Arábia Saudita

Da Índia, Obama seguiu para a Arábia Saudita, onde chegou nesta tarde para prestar condolências pela morte, na última sexta-feira (22), do rei Abdullah e se encontrar com o novo monarca, Salmane. Acompanhado da esposa Michelle, o presidente norte-americano foi recebido no aeroporto de Riad pelo novo rei e as principais autoridades sauditas.

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