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Cuba/Estados Unidos

Cuba diz que medidas adotadas por Obama para aliviar embargo são insuficientes

O ministro do Comércio e Investimento Externo, Rodrigo Malmierca, ao lado da presidente Dilma Rousseff durante visita a Havana.
O ministro do Comércio e Investimento Externo, Rodrigo Malmierca, ao lado da presidente Dilma Rousseff durante visita a Havana. REUTERS/Stringer

O governo de Cuba declarou nesta segunda-feira (6) que as medidas tomadas pelo presidente americano, Barack Obama, para aliviar o embargo comercial contra a ilha ainda são "incompletas e insuficientes". O ministro cubano do Comércio Exterior, Rodrigo Malmierca, disse que as propostas de Obama não mudam "essencialmente nada" nas medidas unilaterais adotadas há 53 anos por Washington contra o país comunista.

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O governo de Havana estima que o embargo americano decretado em 1962, e reforçado em 1996, causou um prejuízo ao desenvolvimento da ilha que pode ser estimado em US$ 100 bilhões.

Desde o anúncio histórico da reaproximação entre Washington e Havana, em dezembro, Obama pediu ao Congresso, controlado pelos republicanos, para trabalhar pelo levantamento do embargo, já que somente os congressistas têm de fato poder para suspender as sanções. Porém, como os líderes da Câmara de Representantes e do Senado são contrários à medida, a tramitação no Congresso não avança. Enquanto aguarda o sinal verde do Capitólio, Obama tomou algumas medidas de alívio ao embargo por decreto. Cuba considera o esforço "insuficiente".

Obama autorizou, entre outras medidas, o envio de remessas de dinheiro mais importantes para a ilha, pagamentos por cartão de crédito e reduziu as restrições impostas aos viajantes que vão a Cuba. Também foi autorizado o investimento sem restrições para ajudar as empresas privadas e organizações não-governamentais independentes na ilha. A Casa Branca agora permite que os americanos façam compras em Cuba e tem facilitado a venda de equipamentos de telecomunicações para a ilha.

O ministro do Comércio Exterior de Cuba reconhece que essas medidas "constituem uma evolução favorável", mas elas não permitem "lançar as bases para um terreno fértil no qual se possa avançar". Segundo Malmierca, Obama tem "amplos poderes [...] que poderiam permitir, com medidas importantes, progressos no sentido da normalização das relações bilaterais", insistiu.

O regime cubano defende a permissão para usar o dólar nas operações financeiras internacionais e a exportação de produtos cubanos para os Estados Unidos.

Havana aumenta a pressão sobre Obama a poucos dias da Cúpula das Américas, sexta-feira e sábado no Panamá, em que Barack Obama e poderá se encontrar com Raul Castro.

 

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