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Bolívia/Greve

Conflito entre governo boliviano e grevistas já dura duas semanas

Polícia e grevistas se enfrentam em Potosí, no sul da Bolívia.
Polícia e grevistas se enfrentam em Potosí, no sul da Bolívia. REUTERS/David Mercado

Conflito entre Potosí e o governo boliviano já dura 16 dias. Os grevistas pedem uma série de medidas para o desenvolvimento da região, a mais pobre do país apesar das grandes reservas de matéria-prima exploradas há quase cinco séculos. O governo acusa os manifestantes de estarem a serviço da direita e dos "neoliberais".

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Da correspondente da RFI em La Paz, Reza Nourmamode

 
A cidade de Potosí, a 600 km ao sul de La Paz, está paralisada há duas semanas. O conflito ainda deve durar, já que o início de diálogo entre grevistas e governo, marcado para a tarde da terça-feira (21), acabou cancelado.
Os manifestantes pedem uma série de medidas e investimentos na região. Além da construção de um aeroporto internacional, eles pedem também a construçãoo de um hospital, de uma fábrica de cimento ou um projeto de reestruturação para a mina de Cerro Rico. O governo acusa os grevistas de se deixarem manipular pela oposição de direita e lamentam o bloaqueio que "põe em perigo a economia da região". De acordo com o governo, as duas semanas de paralisação e conflitos já custaram €6 milhões à região, o equivalente a quase R$ 2 milhões.
 

Minas bloqueadas e turistas evacuados

O setor da mineração é a principal vítima da paralisação. A greve ainda afetou a mina da companhia Manquiri, filial da americana Coeur d'Alene Mines e as atividades da produção de zinco e níquel do grupo San Cristobal, filial da japonesa Sumitomo Metal.
A greve também atinge o turismo. Em Potosí, cidade que recebe cerca de 70 mil visitantes por ano, as autoridades bolivianas evacuaram turistas argentinos, franceses e ingleses que estavam bloqueados na região devido à paralisia dos transportes.
 

Para Morales, "a direita está por trás de tudo"
 

O bloqueio leva também mais de 200 mil habitantes a uma escassez de alimentos e medicamentos. Uma situação "alarmante e injustificada", segundo o presidente boliviano, Evo Morales. "O mais doloroso, é que esta greve está destruindo Potosí. E é a cidade de Potosí que mais sofre", denunciou.
Aos grevistas que "dizem que nós não fizemos nada", o presidente boliviano respondeu que "a região de Potosí é a que mais recebeu em termos de infraestrutura rodoviária: mais de um bilhão de euros de investimentos neste setor". Para Evo Morales, "a direita e os neoliberais estão por trás de tudo e participam do conflito. É uma vergonha que dirigentes sindicais se deixem ajudar pela direita. A direita que nunca fez nada no passado".
Do lado dos grevistas, os camponeses produtores de coca, apoiadores fiéis de Evo Morales, ameaçaram ir a La Paz em defesa do governo caso, não se encontre uma solução rapidamente.
 

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