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México/Assassinato

Líder que buscava estudantes desaparecidos no México é assassinado

Miguel Angel Jimenez (de vermelho), durante buscas pelos estudantes
Miguel Angel Jimenez (de vermelho), durante buscas pelos estudantes REUTERS/Henry Romero

O líder de um grupo engajado na busca dos 43 estudantes desaparecidos em setembro passado no México foi assassinado com um tiro na cabeça na noite de sábado (8), próximo a Acapulco. O corpo de Miguel Ángel Jimenez foi encontrado "ao volante de um táxi coletivo, estacionado no acostamento de uma estrada, na altura do vilarejo de Xaltianguis", segundo as autoridades do Estado de Guerrero, no sul do país.

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Ele havia criado em 2013 um grupo para lutar contra as agressões dos cartéis de droga e fazia parte da União dos Povos e das Organizações do Estado de Guerrero (Upoeg), no qual comandava a procura pelos estudantes. Miguel havia participado de buscas ao lado de parentes e havia indicado às autoridades várias fossas comuns que ele havia descoberto perto de Iguala.

Fuzilados e queimados

Os 43 estudantes da escola de Ayotzinapa desapareceram no dia 26 de setembro em Iguala, onde realizavam um protesto. Durante a manifestação, violentamente reprimida pela polícia, seis estudantes teriam sido assassinados. Em seguida, os jovens teriam sido entregues ao cartel de drogas Guerreros Unidos por policiais.

De acordo com as investigações, pelo menos 15 estudantes já haviam sido mortos por asfixiamento quando chegaram nas mãos dos traficantes. O restante dos jovens foi fuzilado pelo cartel, que queimou os corpos logo depois em um depósito de lixo do município de Cocula. Até o momento, os restos de apenas um dos estudantes foram encontrados.

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