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Cuba/ Estados Unidos

Em Havana, Kerry pede “verdadeira democracia” em Cuba

Fuzileiros navais hasteiam a bandeira dos Estados Unidos em frente à embaixada americana em Havana, Cuba.
Fuzileiros navais hasteiam a bandeira dos Estados Unidos em frente à embaixada americana em Havana, Cuba. REUTERS/Pablo Martinez Monsivais/Pool

O secretário de Estado americano, John Kerry, declarou nesta sexta-feira (14), no início de uma histórica visita a Cuba, que "haverá contratempos pelo caminho" da reconciliação entre os dois países, mas destacou que o restabelecimento das relações com a ilha "é o começo de uma nova era". Kerry participou da cerimônia de hasteamento da bandeira americana na embaixada do país em Havana, onde pediu que “uma verdadeira democracia” seja instalada no país.

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Depois de 54 anos de relações diplomáticas cortadas entre os dois países, o secretário de Estado assistiu à bandeira americana subir novamente no mastro em frente à embaixada do país em Havana, um símbolo da reconciliação. Integrantes dos dois governos participaram da cerimônia, que ainda teve a presença de parlamentares dos Estados Unidos. Cidadãos cubano-americanos também foram convidados para assistir a história acontecer diante de seus olhos.

"Estamos convencidos de que os cubanos estarão melhor com uma verdadeira democracia, na qual possam escolher seus dirigentes, expressar suas ideias e praticar a sua fé”, afirmou o secretário de Estado, que falou em inglês e em espanhol.

Preparação da cidade

O avião de Kerry, primeiro chefe da diplomacia dos Estados Unidos a visitar a ilha desde 1945, pousou no aeroporto José Martí de Havana às 9h locais (10h de Brasília). Ele vai permanecer menos de 12 horas na capital cubana.

Ao desembarcar, Kerry foi recebido pela subdiretora de protocolo da chancelaria cubana, Margarita González. Havana se preparou para acolher o convidado: a fachada do prédio da embaixada foi pintada e as ruas em frente ao imóvel foram asfaltadas de última hora. A representação diplomática estava fechada desde 1961, quando os dois países romperam relações.

No discurso na embaixada, o secretário de Estado declarou que o embargo a Cuba "sempre foi uma via de mão dupla". “As duas partes têm de retirar os obstáculos que mantiveram os cubanos afastados", disse.

Hasteamento da bandeira

Apesar da idade avançada, os mesmos fuzileiros navais que retiraram a bandeira, há 54 anos, retornaram à cidade para participar do novo hasteamento da bandeira. Em 4 de janeiro de 1961, o sargento Jim Tracy e os cabos Larry Morris e Mike East foram designados para a tarefa. Os Estados Unidos e Cuba romperam relações na véspera e a sede diplomática de Washington na ilha tinha suas horas contadas.

A reaproximação se iniciou há oito meses, com o anúncio simultâneo dos presidentes Barack Obama e Raúl Castro de que americanos e cubanos iriam retomar as relações diplomáticas. A embaixada foi oficialmente reaberta em 20 de julho.

Com informações da AFP
 

 

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