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México/Investigação

Peritos independentes contestam versão oficial sobre estudantes desaparecidos no México

Fotos de estudantes mexicanos desaparecidos em setembro de 2014, em Iguala, no sul do México.
Fotos de estudantes mexicanos desaparecidos em setembro de 2014, em Iguala, no sul do México. REUTERS/Henry Romero

Peritos independentes concluíram neste domingo (6) que não há provas de que 43 estudantes mexicanos, desaparecidos em setembro do ano passado na cidade de Iguala, no sul do México, foram queimados. A conclusão refuta a versão oficial e é mais um golpe para o governo do presidente Enrique Peña Nieto, que viu sua popularidade despencar após a tragédia.

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O questionamento foi feito neste domingo pelos peritos do Grupo Interdisciplinar de Especialistas Independentes (GIEI). Eles foram enviados ao México há seis meses pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Os peritos independentes refutam a tese oficial de que os estudantes foram incinerados em um depósito de lixo foi feita com base em testemunhos. Em cerca de 500 páginas, a pesquisa independente critica a inação das forças federais.

"Não há nenhuma prova que apoie a hipótese feita com base em testemunhos de que 43 corpos foram cremados no depósito de lixo municipal de Cocula", afirma o comunicado do GIEI.

Versão oficial

A procuradoria mexicana concluiu que, na noite de 26 de setembro de 2014, dezenas de estudantes da escola normal de Ayotzinapa, do Estado de Guerrero, sul do país, foram atacados por matadores de aluguel e policiais corruptos. Os estudantes, que estavam em quatro ônibus no momento do ataque, foram a Iguala para participar de mobilizações políticas.

Em seguida, a polícia teria seqüestrado 43 alunos. Eles foram entregues a narcotraficantes do cartel de drogas local, Guerreros Unidos, e teriam sido assassinados por suspeita de pertencerem a um cartel rival.

Segundo a procuradoria, os cadáveres foram incinerados em um depósito de lixo perto do povoado de Cocula e jogados em um lixão.

 

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