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Cuba/Política

Cuba liberta mais de 3.500 prisioneiros antes da visita do Papa

Raúl Castro e o papa Francisco durante um encontro no Vaticano, em maio de 2015.
Raúl Castro e o papa Francisco durante um encontro no Vaticano, em maio de 2015. Foto: Reuters

O governo cubano concedeu indulto a 3.522 presos como gesto de boa vontade pela visita do papa Francisco ao país. O anúncio foi feito pelo jornal oficial Granma nesta sexta-feira (11). A medida repete anistias concedidas durante visitas dos ex-papas Bento 16 e João Paulo II. "O Conselho de Estado da República de Cuba, por ocasião da visita de Sua Santidade, o papa Francisco, e assim como aconteceu quando nos visitaram os Sumos Pontífices João Paulo II e Bento XVI, acordou indultar 3.522 detidos", explica a publicação.

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Segundo o Granma, foram levados em consideração "a natureza dos fatos pelos quais fora condenados, o comportamento na prisão, o tempo de cumprimento da sanção e razões de saúde".

Entre os que se beneficiaram da medida estão pessoas com mais de 60 anos de idade ou menos de 20 anos sem antecedentes penais, doentes crônicos, mulheres, prisioneiros cuja liberdade condicional iria expirar em 2016 e estrangeiros que têm garantias de serem extraditados por seus países.

Com algumas "exceções humanitárias", continuam presos autores de assassinatos, estupradores, pedófilos e traficantes de drogas, além de pessoas consideradas uma ameaça à segurança do Estado. A decisão será efetiva dentro de 72 horas, segundo o jornal oficial do Partido Comunista Cubano.

Relações entre Cuba e Igreja Católica

A última lista de prisioneiros publicada pelo regime cubano foi em 2012. Na época, a população carcerária era estimada em 57 mil pessoas repartidas em 200 centros de detenção. Oficialmente, o país não tem presos políticos desde que o governo libertou quase 130 detentos entre 2010 e 2011, com mediação da Santa Sé.

Em dezembro de 2011, o governo de Raúl Castro concedeu indulto a 2.991 detidos, por ocasião da visita de Bento 16 à ilha em março de 2012. O número foi dez maior que a anistia oferecida por Fidel Castro, meses depois da visita do papa João Paulo II,que ocorreu em janeiro de 1998. Desde então, as relações entre Havana e o Vaticano melhoraram, depois de anos de muita tensão.

 

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