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Chile/Terremoto

Chile vive dia de pânico depois de terremoto de 8,4 graus

Moradores de Valparaiso deixam suas casas após terremoto de 8,4 graus atingir costa chilena na quarta-feira
Moradores de Valparaiso deixam suas casas após terremoto de 8,4 graus atingir costa chilena na quarta-feira REUTERS/Rodrigo Garrido

O governo chileno acompanha minuto a minuto a evolução do forte terremoto de 8,4 na escala Richter, que atingiu oito regiões do país na noite de quarta-feira (16). O tremor, registrado às 19h54, hora local e de Brasília, deixou oito mortos. Uma pessoa está desaparecida. O epicentro foi localizado na região de Coquimbo, 471 km ao norte de Santiago. Um milhão de pessoas foram retiradas do litoral, devido ao alerta de tsunami e cerca de 245 mil famílias estão sem energia elétrica.

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Marcio Resende, correspondente da RFI Brasil em Buenos Aires

Quando o terremoto atingiu o país, a presidente Michelle Bachelet havia acabado de deixar o palácio de La Moneda, rumo a sua casa no bairro de La Reina, em Santiago. Imediatamente, Bachelet voltou à sede do Governo para comandar pessoalmente o Comitê de Emergências. A capital chilena vivia momentos de pânico com milhares de pessoas pelas ruas, depois de abandonarem os edifícios por conta própria.

Duas cidades, Coquimbo e Tongoy, foram particularmente afetadas pelo tsunami. De acordo com informações das redes sociais, ondas de até quatro metros de altura invadiram as ruas até o centro de Tongoy alagando a sede do Corpo de Bombeiros. Bachelet visitará nesta quinta-feira as áreas mais atingidas pelo tremor

O governo chileno decretou "zona de catástrofe" na província de Choapa, epicentro do abalo, o que coloca a região sob autoridade militar e agiliza o atendimento às vítimas. "Este foi o sexto terremoto mais violento da história do Chile e o mais forte de 2015 em nível mundial" em relação à magnitude, segundo o ministro do Interior, Mahmoud Aleuy.

Réplicas e tsunami

Vieram dezenas de réplicas posteriores, algumas de até 6 graus na escala Richter. Foi o sexto terremoto mais forte na história do Chile, país mais sísmico do mundo. Até o começo da manhã desta quinta-feira, cinco pessoas haviam morrido. Com o alerta de tsunami, um milhão de pessoas foram evacuadas nas regiões costeiras.

O nível do mar subiu 4 metros e meio na região de Coquimbo e avançou sobre quarteirões da orla. Cerca de 245 mil famílias ficaram sem energia elétrica. O sinal de celulares entrou em colapso, tamanha a quantidade de ligações.

Quase à meia-noite, a presidente Michelle Bachelet fez um balanço preliminar sobre a zona declarada "de catástrofe" e anunciou a viagem, na manhã de quinta-feira, à região de Coquimbo. "No dia de amanhã, eu vou me deslocar à Quarta Região para poder falar com as autoridades, mas também para poder deslocar-me a algumas das localidades que foram afetadas para ver quais são as necessidades de apoio que a população possa ter".

Abalo extra-fronteiriço

O terremoto foi no Chile, mas os tremores cruzaram a Cordilheira dos Andes e foram sentidos, de oeste a leste, por todas as províncias argentinas até Buenos Aires. Na capital argentina, edifícios e universidades foram evacuados.

Os tremores também foram sentidos em diversos estados brasileiros como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Houve movimento sísmico também no Pará, no Ceará, no Maranhão e em Minas Gerais. Em 2010, a zona central do Chile sofreu um terremoto de 8,8 graus, seguido de tsunami, e mais de 500 vítimas fatais.

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