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Papa Francisco/Cuba

Em Cuba, Papa reúne milhares em missa e se encontra com Fidel Castro

Papa Francisco emocionou fiéis durante sua primeira missa em Havana, neste domingo (20).
Papa Francisco emocionou fiéis durante sua primeira missa em Havana, neste domingo (20). REUTERS/Claudia Daut

No primeiro dia de viagem em Cuba, o papa Francisco realizou uma emocionante missa na Praça da Revolução, em Havana, para milhares de fiéis. Logo depois, o Sumo Pontífice se reuniu a portas fechadas com o ex-presidente Fidel Castro em sua residência de Havana, com quem conversou sobre "atualidades internacionais" e trocou presentes, de acordo com um comunicado do Vaticano.

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De Cuba, reportagem especial de Richard Furst

Por onde passa em Cuba, o papa Francisco tem encontrado ruas e praças lotadas de pessoas com vontade de ver o tão famoso argentino que ajudou na aproximação dos cubanos com os Estados Unidos, após 53 anos de bloqueio.

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Nesta manhã, ele desceu do papa-móvel e se dirigiu para o meio da multidão que reagiu com gritos de euforia. Muito emocionada, Marta Serra, uma americana de origem hispânica, conseguiu se aproximar do sumo pontífice e se ajoelhou ao seus pés. Ela veio de Miami nos Estados Unidos so pra pra ver Francisco de perto em Cuba. "Não há palavras para descrever minha emoção", disse.

Entre o choro e nervosismo ela contou que está em tratamento contra câncer no pâncreas e não esperava estar tão próximo do papa e ainda receber uma benção especial. "Esse é o papa da gente, é o papa do povo", declarou.

Servir os mais frágeis

Na Praça da Revolução cubana, um destaque a duas figuras argentinas: o rosto de Ernesto Che Guevara, estampado em tamanho gigante na sede do Partido Comunista e, em frente ao altar, o papa de Buenos Aires. O pedido de não ter aplausos durante a missa foi levado a sério, os participantes reagiram mostrando respeito e interação até muito silêncio durante a celebração feita toda em espanhol, a língua do papa e dos cubanos.

O Santo Padre pediu que os cubanos sirvam às pessoas, e não às ideias, e insistiu que a importância das nações se mede em como atendem as necessidades dos mais desfavorecidos. O pontífice disse que o povo cubano tem "vocação de grandeza" e afirmou que deve cuidar especialmente dos mais frágeis. "Servir, significa, em grande parte, cuidar dos frágeis de nossa sociedade, do nosso povo. São os rostos sofridos, desprotegidos. Ser cristão exige cuidar da dignidade dos irmãos", declarou.

Durante a missa, apesar do calor e alta umidade do ar, os cubanos se sentiram confortáveis, tinha até gente acompanhando a missa com o famoso charuto cubano, considerado patrimônio de Cuba. A música durante a celebração também foi destaque, elaborada por artistas cubanos numa orquestra com 260 jovens junto a cinco corais unidos num mesmo coro.

Com tantos elementos agradáveis, Francisco surpreendeu os críticos que afirmavam que sua visita estava com um peso político muito grande, deixando de lado as questões religiosas de Cuba, ainda frágeis com o governo comunista.

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