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México/Furacão

México em alerta diante de Patricia, o maior furacão da história

Turistas foram evacuados às pressas do balneária de Puerto Vallarta antes da chegada do furacão Patricia.
Turistas foram evacuados às pressas do balneária de Puerto Vallarta antes da chegada do furacão Patricia. REUTERS/Henry Romero

A chegada nesta sexta-feira (23) na costa do Pacífico do furacão Patricia colocou as autoridades mexicanas em estado de alerta. Milhares de moradores tiveram que deixar suas casas às pressas para se proteger dos ventos de mais de 300 km/h deste que está sendo classificado como o mais poderoso fenômeno do tipo já registrado no mundo. Cerca de 400 mil pessoas vivem em áreas vulneráveis.

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Patricia alcançou a categoria 5 na escala Saffir Simpson nesta sexta-feira e deve atingir o território mexicano como furacão de força máxima, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). No boletim das 16h (horário de Brasília) divulgado pelo NHC, o fenômeno já registrava ventos de 325 km/h, o que o torna, segundo a instituição, o "furacão mais poderoso já registrado" tanto no Pacífico quanto no Atlântico norte, com possíveis efeitos "catastróficos" quando atingir a terra no oeste do México.

Os ventos de Patricia já superam a velocidade de 315 km/h alcançada pelo tufão Haiyan, que devastou as Filipinas em novembro de 2013. "O país enfrenta uma ameaça de grande escala. A prioridade do governo é proteger e salvar a vida dos mexicanos", declarou via twitter o presidente Enrique Peña Nieto, que confirmou que esse o fenômeno é "o mais perigoso já registrado no mundo".

As autoridades advertem que um furacão dessa magnitude é capaz de levantar carros, destruir casas e pode arrastar seres humanos que estiverem nas ruas. De acordo com o Fundo Nacional de Desastres do Interior, cerca de 400 mil pessoas vivem em áreas vulneráveis ao fenômeno.

Milhares de turistas na rota do furacão

O furacão avança pelo Pacífico ao sudoeste do Porto de Manzanillo, na costa oeste do país. O governo mexicano declarou estado de emergência e já ordenou a evacuação de pequenos povoados costeiros, o fechamento de vários portos, a suspensão das aulas nas áreas de risco e começou a retirada de turistas mexicanos e estrangeiros do balneário de Puerto Vallarta, que fica na trajetória do tufão. Estima-se que cerca de 21 mil mexicanos e 7 mil estrangeiros estejam na região turística, localizada no estado de Jalisco.

Segundo o coordenador nacional de Defesa Civil mexicana, Luis Felipe Puente, "1.782 abrigos, com capacidade para 259.000 pessoas, serão ativados, se for necessário". O diretor da Comissão de Água do país, Roberto de la Parra, comentou que duas represas em Jalisco estão sendo drenadas, devido às fortes chuvas que Patricia deve provocar.

O Serviço Meteorológico do México transmitiu um aviso de "zona de vigilância pelos efeitos do furacão" nos estados de Guerrero (sul), Michoacán, Jalisco, Colima e Nayarit (oeste), na costa do Pacífico.
 

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