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Argentina/Presidente

Argentino Mauricio Macri viaja ao Brasil para encontro com Dilma

Mauricio Macri foi eleito presidentre da Argentina no domingo 22 de novembro.
Mauricio Macri foi eleito presidentre da Argentina no domingo 22 de novembro. © Reuters

O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, vai viajar ao Brasil na sexta-feira (4) para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. Macri quer pedir ao Brasil uma ajuda financeira para socorrer a Argentina da falta emergencial de dólares.

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Do correspondente em Buenos Aires

O encontro vai acontecer em Brasília, seis dias antes da posse de Macri, marcada para 10 de dezembro. Dilma deverá comparecer à posse em Buenos Aires, quando terá uma segunda reunião com Macri, já presidente, na Casa Rosada, sede do governo argentino.

O presidente eleito argentino tem urgência num ponto: precisa de ajuda financeira para socorrer a Argentina da escassez de dólares. O Banco Central argentino está praticamente quebrado e o Estado tem uma dívida com os seus importadores em torno de US$ 9 bilhões.

A presidente Dilma deve responder que um "swap", uma espécie de ajuda entre os Bancos Centrais de Brasil e Argentina, é possível, mas será preciso construir o mecanismo financeiro. Por outro lado, a Argentina poderá contar com o financiamento do Brasil aos importadores argentinos que comprarem produtos brasileiros. Seria um bom negócio para os dois lados.

Macri quer fortalecer os laços com o Brasil

Além de uma reunião com Dilma, Macri prevê uma escala em São Paulo para atender a um convite da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A eleição de Macri animou os empresários brasileiros, exaustos das restrições comerciais e cambiais do governo de Cristina Kirchner. Macri promete acabar gradualmente com essas barreiras, assim que tomar posse na semana que vem. As restrições serão eliminadas à medida que a Argentina conseguir resolver a falta de dólares.

Durante a campanha, o então candidato Macri já avisava que, se eleito, faria a sua primeira viagem internacional ao Brasil como um sinal da "prioridade estratégica do seu governo". Macri também disse que, "com ele, Dilma chegaria a acordos de forma muito mais fácil do que com Cristina Kirchner".

Suspensão da Venezuela do Mercosul

A prioridade da Argentina é fortalecer a relação com o Brasil como ponto de partida para reativar um paralisado Mercosul, plataforma para negociar com a União Europeia e para aproximar o bloco sul-americano com outro bloco regional, a Aliança do Pacífico. A associação com o Brasil também é ponto de partida para o mercado asiático, especialmente na relação com a China.

Num ponto, no entanto, Argentina e Brasil já manifestaram posturas contrárias. Macri quer suspender a Venezuela do Mercosul, aplicando a cláusula democrática do bloco, que prevê o afastamento do membro onde a democracia não for plena. Para o Brasil, na Venezuela há eleições e isso é um sintoma de democracia. Na avaliação da Argentina, a qualidade dessa democracia, com presos políticos, militares no governo e atropelos aos direitos humanos, é matéria de um debate que será colocado no próximo dia 21 durante a Cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai.

A pressão argentina à Venezuela no âmbito do Mercosul será maior ou menor de acordo com o resultado eleitoral na Venezuela no próximo domingo, dia 6, e do comportamento do presidente Nicolás Maduro perante a vontade das urnas.

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