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EUA/ Cuba

Estados Unidos aliviam mais sanções a Cuba, incluindo área cultural

Passeios de turistas pelas ruas da Havana.
Passeios de turistas pelas ruas da Havana. REUTERS/Alexandre Meneghini

Um novo passo rumo ao fim das sanções comerciais americanas a Cuba foi dado nesta terça-feira (26). Os Estados Unidos autorizaram diversos tipos de exportações para a ilha e facilitaram as viagens de negócios entre os dois países, medidas que entrarão em vigor já nesta quarta-feira.

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O governo americano passa a permitir a exportação de bens e serviços para educação, produção agrícola, processamento de alimentos, transportes públicos e iniciativas artísticas, assim como para a preparação a desastres, informou o Departamento do Tesouro. As licenças para as exportações que o Tesouro considerar benéficas para os cubanos serão garantidas caso a caso, segundo a entidade.

O Tesouro também removeu restrições a pagamentos e financiamentos para as exportações autorizadas, com exceção de produtos agrícolas e commodities. Em nota oficial, o secretário do Tesouro, Jacob Lew, insistiu que as medidas "mandam uma mensagem clara ao mundo: os Estados Unidos estão comprometidos em permitir o desenvolvimento econômico dos cubanos".

Direitos autorais serão autorizados

Mais transações financeiras e viagens profissionais serão autorizadas, quando relacionadas com as trocas comerciais entre os dois países. Na área cultural, as viagens para a produção de filmes e música ficarão mais fáceis. O pagamento de direitos autorais para os artistas cubanos passa a ser permitido.

Os dois países restabeleceram relações diplomáticas em julho de 2015, depois de um histórico processo de reaproximação entre os líderes Barack Obama e Raúl Castro, anunciada publicamente em dezembro de 2014. O maior obstáculo para essa reaproximação é a vigência do embargo comercial e econômico dos Estados Unidos a Cuba, que precisa ser desmontado pelo Congresso americano.

Acesso à informação é condição para visita de Obama a Cuba

As sanções estão em vigor desde 1962, no auge da Guerra Fria. Obama afirmou que deseja ir a Cuba até o final do seu mandato, em janeiro de 2017, mas destacou que essa visita histórica só seria possível se progressos reais na área de liberdades individuais fossem constatados na ilha neste curto período que lhe resta de governo.

Na segunda-feira (25), o governo americano propôs ao cubano a instalação de um cabo submarino entre a ilha e o Estado da Flórida, para melhorar a conexão à internet em Cuba. O país tem um dos mais baixos índices de conexões do mundo.
 

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