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"Super Terça" abriu caminho para disputa entre Hillary e Trump

Hillary Clinton e Donald Trump saíram na frente para a disputa à Casa Branca.
Hillary Clinton e Donald Trump saíram na frente para a disputa à Casa Branca. REUTERS/Scott Audette (L), Javier Galeano (R)

A imprensa francesa repercute nesta quinta-feira (3) as vitórias de Hillary Clinton e Donald Trump na "Super Terça", dia em que eleitores de vários estados americanos votaram nas primárias dos Partidos Democrata e Republicano.

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A batalha entre os dois pela Casa Branca pode começar, escreve Le Figaro, ao analisar os resultados que deram uma grande vantagem aos dois pré- candidatos na corrida presidencial. Eles venceram em sete dos 11 Estados em disputa.

Hillary Clinton se distancia de Bernie Sanders como candidata democrata e já se prepara para enfrentar Trump nas urnas, estima Le Figaro. Um exemplo é a mensagem durante seu discurso de campanha em que promete vai "suprimir barreiras" e não "construir muros", em clara referência à proposta de Trump de erguer um muro de 1.600 km na fronteira dos Estados Unidos com o México.

Para Le Figaro, Trump se apresenta como um "conservador de bom senso" e um político que une o Partido Republicano. Essa "flexibilidade ideológica" permite que ele atraia votos dos independentistas, que representam um terço do eleitorado americano, mas também de redutos democratas, escreve.

No entanto, afirma o jornal, a estratégia só vai funcionar se ele não for boicotado pela elite americana que prefere perder uma eleição presidencial a ver os valores do partido serem pisoteados por Trump.

Obstáculos para Trump

Libération dedica sua manchete ao candidato que mostrou desde terça-feira ser o favorito dos republicanos à disputa da Casa Branca. O jornal enumera uma lista de cinco problemas e polêmicas que podem desgatar a imagem do bilionário junto à opinião pública.

Um dos exemplos é sua suposta ligação com mafiosos que o ajudaram a construir um império imobiliário. Trump diz que irá levar o país ao mesmo sucesso que teve na vida profissional, mas ele também teve que enfrentar muitas falências e até já vendeu sua companhia aérea e um iate de luxo para compensar a ruína de seu cassino.

O apoio de um ex-líder do movimento racista Ku Klux Klan, que prega a supremacia da raça branca, deve também comprometer sua candidatura. Libération informa que 62% dos retweets do bilionário na rede social têm conexões com grupos extremistas.

Em editorial, Libération diz que há motivos para temer Donald Trump depois que ele começou a colecionar vitórias seguidas nas primárias americanas. Os que pensavam que sua aventura política chegaria logo ao fim se enganaram, afirma o texto. O bilionário tem duas facetas. Uma delas se dispõe a atrair todo tipo de injúrias para fortalecer sua base eleitoral. Parte de seu programa, que faz referência às raízes americanas preocupa os moderados e os liberais, além dos países vizinhos. Mas ele está longe de ser o pior candidato republicano.

Em sua outra faceta, Trump não tem uma ideologia muito definida e é solitário, por isso, é capaz de se deixar orientar pelo partido, se chegar de fato à Casa Branca.

Outro candidato, Ted Cruz, é bem mais extremista, afirma Libé sobre o adversário mais perigoso para Trump. "É melhor ter medo de um oportunista demagogo que surfa entre vários temores ou de um ultrarreacionário religioso minoritário? Coloquem-se no lugar de Hillary Clinton", conclui Libération.

 

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