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Cuba/ Obama

Cuba prende manifestantes horas antes da chegada de Obama

Bandeira dos Estados Unidos é vista nas ruas de Havana.
Bandeira dos Estados Unidos é vista nas ruas de Havana. REUTERS/Ivan Alvarado

A poucas horas da chegada do presidente americano, Barack Obama, a Havana, dezenas de opositores e ativistas das Damas de Branco que protestavam contra o governo foram detidos e levados em veículos por agentes do Estado. O presidente dos Estados Unidos desembarca na capital cubana neste domingo (20), em uma viagem histórica que deve incluir uma reunião com dissidentes do regime castrista.

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Os manifestantes, que como em todos os domingos se concentraram perto de uma igreja para exigir respeito aos direitos humanos, foram encurralados por agentes oficiais e grupos a favor do governo ao término do protesto. Danilo Maldonado e Berta Soler, líderes das Damas de Branco, estão entre os detidos.

A polícia cubana, que não interrompeu o protesto das Damas de Branco, usou a força para conduzir vários homens aos ônibus. "Obama está sendo cúmplice de um governo, de uma ditadura", disse Maldonado à agência AFP, uma hora antes de ser detido.

A AFP presenciou o momento em que dois ativistas foram postos contra uma cerca e algemados em meio a gritos de "gusanos" (anticastristas) vindos de apoiadores do governo. Os manifestantes costumam ser levados a veículos oficiais e liberados pouco depois. Nenhuma autoridade no local falou com a imprensa para explicar os motivos das detenções.

Visita histórica de Obama

O presidente americano, Barack Obama, chega neste domingo (20) a Cuba para uma visita oficial, que marca o fim de mais de 50 anos de antagonismo entre os dois países. Obama desembarca por volta das 17h, no horário local, no aeroporto Jose Marti, em Havana, e será o primeiro dirigente americano a pisar na ilha desde o presidente Calvin Coolidge, em 1928. Acompanhado da primeira-dama, Michelle Obama, e de suas duas filhas, Malia e Sasha, o objetivo do chefe de Estado americano consolidar a reaproximação com Cuba e Raúl Castro, iniciada em 2014.

O ponto alto da visita do presidente americano será um discurso nesta terça-feira no teatro de Havana. Obama também se encontrará com um grupo de opositores na terça-feira, e avisou que a questão dos direitos humanos no país será uma das prioridades de sua visita.

Muitos dissidentes cubanos pediram ao presidente americano que ajudasse a promover uma mudança radical na ilha, para que o governo colocasse um fim à repressão e à utilização da "violência física" contra a oposição, que continua sendo ilegal em Cuba.

Obama quer evitar que sucessor “congele” reaproximação

Outro objetivo de Obama é consolidar a reaproximação com o país para impedir que seu sucessor, caso seja republicano, congele novamente as relações com Cuba. Nos últimos meses, a Casa Branca adotou uma série de medidas contra o embargo econômico imposto à ilha desde 1962, que só pode ser derrubado no Congresso.

Paralelamente, a rede hoteleira Starwood anunciou neste sábado ter obtido a autorização do Tesouro americano para abrir dois hotéis em Havana, se tornando a primeira multinacional a se instalar em Cuba desde a Revolução Castrista de 1959.
 

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