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Obama pede reconciliação entre Cuba e Estados Unidos

Presidente Barack Obama faz discurso histórico no Grande Teatro de Havana.
Presidente Barack Obama faz discurso histórico no Grande Teatro de Havana. Reuters

O presidente norte-americano, Barack Obama, fez um pedido de reconciliação entre Cuba e Estados Unidos, em um discurso histórico e comovente transmitido pela televisão para todo o país, na primeira vez em que um presidente americano visita a ilha em quase 90 anos.

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"Vim aqui deixar para trás os últimos vestígios da Guerra Fria nas Américas", afirmou Obama em seu discurso histórico ao povo cubano no Grande Teatro de Havana. "Vim aqui estendendo a mão da amizade ao povo cubano", declarou ante o auditório cheio e na presença de seu colega Raúl Castro.

Ela também se referiu ao embargo imposto pelos Estados Unidos a Cuba em 1962, em plena Guerra Fria, e que ainda está em vigor. "O embargo é uma carga obsoleta sobre o povo cubano", acrescentou o dirigente norte-americano, em meio aos fortes aplausos. "Mas os cubanos não vão alcançar seu potencial se não ocorrerem mudanças aqui em Cuba".

Neste sentido, Obama defendeu liberdade de expressão. "As pessoas deveriam se expressar livremente e sem medo", disse, em um discurso aplaudido inúmeras vezes, e no qual citou o herói nacional José Martí. Falando em espanhol, dirigiu-se diretamente à juventude cubana. "Apelo aos jovens de Cuba que construam algo novo", afirmou. "O futuro de Cuba tem de estar nas mãos do povo cubano", concluiu, também em espanhol.

“É preciso ter muita valentia para fazer ativismo em Cuba"

Obama reunido com dissidentes cubanos, em Havana. Da esquerda para direita Nelson Matute, Miriam Celaya, Manuel Cuesta e Miriam Leiva.
Obama reunido com dissidentes cubanos, em Havana. Da esquerda para direita Nelson Matute, Miriam Celaya, Manuel Cuesta e Miriam Leiva. Reuters

Durante a tarde, Obama se reuniu com um grupo de opositores na sede da embaixada americana em Havana. "Quero agradecer a todos os que vieram aqui. Com frequência é preciso ter muita valentia para fazer ativismo em Cuba", disse. "Este é um tema no qual seguimos tendo muitas divergências com o governo de Cuba", acrescentou.

O encontro contou com a presença de uma dúzia de dissidentes, incluindo Berta Soler, das Damas de Branco, Elisardo Sánchez, da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, e Guillermo Fariñas, Prêmio Sakharov 2010 para os Direitos Humanos. "Há pessoas aqui que estiveram detidas, algumas no passado, outras muito recentemente", comentou Obama, que já havia se reunido com alguns dos presentes nos Estados Unidos e no Panamá, durante a Cúpula das Américas do ano passado.

No domingo, pouco antes da chegada do presidente norte-americano a Havana, dezenas de dissidentes foram detidos por várias horas após uma manifestação contra o governo comunista. Posteriormente, o presidente Raúl Castro negou em uma coletiva de imprensa que existam presos políticos em Cuba, ao desafiar um jornalista a mostrar uma lista de prisioneiros.

O presidente americano encerra nesta terça-feira a visita de três dias a Cuba, a primeira de um presidente americano desde 1928 e que ocorre 15 meses após a normalização das relações entre os dois países. Nesta quarta-feira (23), Obama segue para a Argentina, onde permanecerá dois dias.
 

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