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Estados Unidos/Europa

Na Alemanha, Obama defende Tratado de Livre Comércio com a UE

O presidente Barack Obama em Hanover, na Alemanha
O presidente Barack Obama em Hanover, na Alemanha AFP

O presidente americano Barack Obama encerra dois dias de visita à Alemanha nesta segunda-feira (25), onde deverá pronunciar um discurso na feira industrial de Hanover sobre as relações entre os Estados Unidos e a Europa, a ameaça terrorista e a crise migratória.

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Na parte da tarde, o presidente participará de uma mini-cúpula, onde deve se encontrar com a chanceler Angela Merkel, o presidente François Hollande e os chefes de governo do Reino Unido e da Itália, David Cameron e Matteo Renzi. Além do Tafta, o Tratado de Livre Comércio Transatlântico, outros temas serão abordados na reunião.

Obama está preocupado com o enfraquecimento da União Europeia, que enfrenta múltiplas crises. Entre elas, uma eventual saída do Reino Unido do bloco, a ameaça constante do grupo Estado Islâmico, a situação instável na Ucrânia e a ausência de uma retomada econômica duradoura, além da crise migratória, que fragiliza o continente.

O outro objetivo do presidente americano é afinar os discursos para negociar o polêmico Tratado de Livre Comércio Transatlântico, o Tafta, um acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia. Obama quer terminar a fase de negociação até o final do ano, mas a resistência europeia é muito forte. Ele teme que o acordo não seja concluído antes do fim do seu mandado.

O presidente francês, François Hollande, já antecipou que não tratará do assunto na reunião de hoje, temendo a opinião pública francesa, que em grande parte é contrária ao acordo. Na Alemanha, apesar do apoio da chanceler Angela Merkel, também há resistência ao Tafta. O poderoso ministro da Economia do país, Sigmar Gabriel, disse que os termos atuais do tratado podem ser resumidos em “compre produtos americanos”.

EUA envia reforços para a Síria

O presidente americano também deve anunciar uma série de medidas contra a guerra na Síria, que inclui um reforço militar, de cerca de 250 soldados, e defender o restabelecimento do cessar-fogo no país, que vive novamente violentos combates depois de oito semanas de trégua. Pelo menos 63 civis morreram no fim de semana. Mais de 270 pessoas já morreram desde o início do conflito, em 2011.

Esta será a penúltima viagem de Obama ao continente antes do fim do seu mandato. Ele participa em julho da Cúpula da OTAN em Varsóvia, que acontece nos dias 8 e 9 de julho.
 

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