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Colômbia

Guerrilha ELN é principal suspeita de sequestro de jornalista espanhola na Colômbia

A jornalista espanhola Salud Hernández-Mora, correspondente na Colômbia do diário El Mundo, desapareceu durante uma reportagem.
A jornalista espanhola Salud Hernández-Mora, correspondente na Colômbia do diário El Mundo, desapareceu durante uma reportagem. Facebook pessoal

A jornalista Salud Hernanez-Mora, correspondente do jornal espanhol El Mundo na Colômbia, está desaparecida desde sábado (21). As primeiras informações indicam que a repórter estaria nas mãos do grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN, guevarista).

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Em Bruxelas, o ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel García Margallo, confirmou que "tudo leva a crer que pode ser que o ELN" seja o responsável pelo desaparecimento. Já o jornal El Mundo é mais enfático: "Salud Hernández-Mora encontra-se sequestrada pela guerrilha", publicou o diário em sua edição on-line, acrescentando que ela desapareceu na região de Catatumbo, no nordeste do país. El Mundo explica ainda que "a zona, de difícil acesso, é controlada pelo ELN".

Colunista do jornal colombiano El Tiempo e colaboradora do El Mundo, Salud Hernanez-Mora foi vista pela última vez por volta do meio-dia de sábado no município de El Tarra, informou no domingo o ministério da Defesa colombiano em um comunicado. A jornalista espanhola, que vive há muito tempo no país sul-americano e que também tem nacionalidade colombiana, fazia uma reportagem na região sobre uma greve de moradores para protestar pelo desaparecimento de duas crianças, que já foram localizadas, segundo El Mundo.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, pediu que as forças de segurança que deem prioridade ao caso.

Negociações paradas

Na zona onde a jornalista desapareceu, além do ELN, também atuam as guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército Popular de Libertação, embora nenhum grupo tenha reivindicado o sequestro.

O chanceler espanhol lembrou que, embora estejam ocorrendo contatos entre o ELN e o governo colombiano no Equador, o início das negociações de paz formais anunciadas no fim de março entre Bogotá e o segundo grupo guerrilheiro do país foi freado pelo tema dos sequestros, que a guerrilha se nega a abandonar como fonte de recursos. "Sabemos que é um grupo mais descentralizado e menos hierarquizado que as Farc, razão pela qual os comandantes locais têm um protagonismo que não existe no outro grupo colombiano", explicou García-Margallo.

As Farc e o governo estão próximos de um acordo definitivo para acabar com um conflito de mais de seis décadas, depois de fechar acordos em quatro dos seis pontos da agenda de suas negociações de paz.

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