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Acordo com as Farc é "histórico", diz presidente da Colômbia em Havana

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos (esquerda) e o líder das Farc, Timoleon Jimenez, selam acordo diante do presidente cubano, Raúl Castro.
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos (esquerda) e o líder das Farc, Timoleon Jimenez, selam acordo diante do presidente cubano, Raúl Castro. REUTERS/Alexandre Meneghini

O governo da Colômbia e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) assinaram nesta quinta-feira (23) em Havana um cessar-fogo definitivo e um acordo de desarmamento da guerrilha. O compromisso, classificado de "histórico" pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, é um dos últimos passos que faltam para encerrar um conflito que já dura meio século.

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Segundo o acordo firmado, as Nações Unidas receberão a totalidade das armas das Farc para destruição. Condições para o cessar-fogo definitivo, de desarmamento dos rebeldes e do mecanismo para selar o pacto final também já foram acertadas. De acordo com Santos, o compromisso definitivo será assinado na Colômbia.

O presidente colombiano e o líder das Farc, Timoleon Jimenez, assinaram o compromisso nesta tarde e trocaram um aperto de mãos durante uma cerimônia, em Cuba, ao lado de líderes internacionais e o presidente cubano, Raúl Castro.

Para Santos, o acordo representa "um dia histórico". Segundo ele, o pacto "significa nem mais nem menos que o fim das Farc como grupo armado". "Depois de mais de 50 anos de confrontos, mortes, atentados e dor, colocamos um ponto final ao conflito", ressaltou.

EUA elogiam "avanço"

Os Estados Unidos felicitaram o governo colombiano: "Apesar de persistirem os desafios no momento em que as duas partes continuam negociando um acordo de paz definitivo, o anúncio de hoje representa um importante avanço para por fim ao conflito", comentou Susan Rice, assessora para segurança nacional do presidente norte-americano Barack Obama.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) também celebrou o anúncio. Reunidos em uma sessão extraordinária do Conselho Permanente, as representações dos 34 países da entidade aplaudiram de pé, depois que o secretário-geral da organização, Luis Almagro, anunciou o "passo transcendental" dado em prol da paz. Almagro ofereceu sua "homenagem a todos os atores que fizeram a paz na Colômbia", destacando o presidente Juan Manuel Santos e os líderes das Farc

Diálogos com a segunda maior guerrilha da Colômbia

O chanceler do Equador, Guillaume Long, expressou sua "alegria" com a assinatura do acordo. "Acompanhemos a paz da Colômbia, da América Latina e de todos. Felicitações!", escreveu, sem sua conta no Twitter.

O Equador acolherá diálogos de paz entre a Colômbia e o Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha do país. Ainda não há data para essas negociações, que também serão realizadas na Venezuela, no Chile, no Brasil e em Cuba. Junto com a Noruega, esses países serão os fiadores desse novo processo de paz.

(Com informações da AFP)

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