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Eleições EUA

Após longas negociações, Bernie apoiará Hillary oficialmente

Hillary Clinton e Bernie Sanders em um debate organizado pela CNN, no dia 14 avril 2016.
Hillary Clinton e Bernie Sanders em um debate organizado pela CNN, no dia 14 avril 2016. REUTERS/Brian Snyder

A campanha de Hillary Clinton, candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, deve finalmente receber o apoio do senador Bernie Sanders. Segundo a imprensa norte-americana, a decisão aconteceu depois de longas negociações do partido com o ex-pré-candidato democrata, resistente, até então, a se unir à ex-secretária de Estado.

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Bernie Sanders participará na terça-feira (12) de um comício de campanha de Hillary em New Hampshire. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (11) pela direção da campanha da candidata democrata.

Sanders se unirá à ex-secretária de Estado no evento em um colégio do ensino médio da cidade de Portsmouth "para coordenar seu compromisso de fortalecer um país unido e uma economia que funcione para todos, não apenas para os de cima", indicou, em comunicado, a direção da campanha. Até o momento, o senador ainda não formalizou o apoio à candidatura de sua ex-rival nas primárias democratas.

Segundo o jornal New York Times, o apoio de Sanders é o resultado de semanas de negociações entre as duas campanhas, com o objetivo de unir o partido. O senador exige que suas propostas integrem a plataforma democrata, que será apresentada na convenção da legenda no final deste mês, quando Hillary Clinton será designada formalmente candidata à eleição presidencial de novembro.

Bernie resiste em apoiar Hillary

Hillary Clinton garantiu, no início de junho, um número suficiente de delegados para obter a nomeação como candidata do partido, após uma longa batalha com Sanders. Mas o autoproclamado democrata socialista se recusou a admitir a derrota para a rival mais moderada, apesar de ter declarado, informalmente, que faria o possível para ajudar a derrotar o republicano Donald Trump.

Segundo a imprensa norte-americana, as duas partes chegaram a um acordo sobre a terminologia a respeito das mudanças climáticas, o sistema de saúde e o aumento do salário mínimo nacional para US$ 15 por hora. Mas não conseguiram, no entanto, encontrar um consenso sobre o acordo de associação comercial Trans-Pacífico, do qual é crítico.

Na última quarta-feira (6), em uma entrevista à MSNBC, ao ser questionado sobre seu apoio à candidatura de Hillary, Sanders respondeu que a possível união é "correta". Mas não deu uma resposta definitiva, apenas declarou que estava se esforçando para que o "Partido Democrata se torne um partido que represente os trabalhadores, e não Wall Street".

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