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Guerrilha

Colômbia: as armas silenciam entre as Farc e o governo

O líder Timoleón Jiménez (centro), chamado de "Timochenko", anunciou o fim da guerra.
O líder Timoleón Jiménez (centro), chamado de "Timochenko", anunciou o fim da guerra. REUTERS/Stringer

Os fuzis silenciaram na Colômbia. De Havana, o grande chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Timochenko, ordenou a todas as unidades da guerrilha e a cada um dos combatentes a “cessar o fogo e as hostilidades de maneira definitiva contra o Estado colombiano a partir da meia-noite” (1h de segunda-feira, 29, no horário de Brasília).

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Marie-Eve Detoeuf, correspondente da RFI em Bogotá

Há três dias, o chefe de Estado e das Forças Armadas, Juan Manuel Santos, havia feito o mesmo gesto. Este cessar-fogo bilateral acontece após o acordo de paz histórico concluído na semana passada e que colocou fim a 52 anos de conflito armado.

Na frente de batalha, os combates já haviam cessado. Em julho de 2015, os guerrilheiros declararam um cessar-fogo unilateral que foi respeitado durante os 13 meses seguintes. Foi o período mais pacífico que a Colômbia já viveu desde 1964, ano do início do conflito.

Mas isso não tira a importância do cessar-fogo bilateral em vigor a partir desta segunda-feira, principalmente do ponto de vista simbólico. Mas também do ponto de vista prático, já que ele é pré-condição, a curto prazo, para o sucesso de todo o acordo de paz.

Processo de cessar-fogo arriscado

Na metade de setembro, as Farc devem organizar, no sul do país, a sua décima conferência para votar sua transformação em partido político. Mais de 200 chefes guerrilheiros estarão presentes. A principal preocupação é com a segurança do evento.

Nas próximas semanas, nada menos que 8 mil guerrilheiros devem se reunir nas 28 zonas de aquartelamento onde viverão durante o período de deposição das armas. O próprio exército deverá garantir a segurança destes locais. O cessar-fogo bilateral pressupõe uma estreita colaboração entre os militares e a guerrilha: cada um dos dois campos deverá informar ao outro sobre o posicionamento de suas tropas. Um processo que exige total confiança e que oferece muitos riscos.

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