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Acordo/Farc

Pesquisas preveem vitória do "sim" em plebiscito sobre a paz na Colômbia

Homem posa para foto a favor do "sim" em Bogotá, capital da Colômbia.
Homem posa para foto a favor do "sim" em Bogotá, capital da Colômbia. Fuente: Reuters.

Os colombianos votam neste domingo (2) no plebiscito sobre o acordo de paz firmado entre o governo e a guerrilha marxista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O acerto prevê o fim de um conflito iniciado há 52 anos. As pesquisas de intenção de voto mostram uma vantagem do “sim”.

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Os colombianos devem responder à seguinte questão: "Você apoia o acordo final para o término do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura na Colômbia?".

As últimas pesquisas apontam uma vitória do "sim" por 55% a 66% de votos. O ex-presidente Álvaro Uribe fez campanha pelo "não", mas apenas 35% dos colombianos estariam inclinados a rejeitar o processo de paz.

Para ser validado, o acordo precisa do apoio de 13% dos cerca de 34 milhões de eleitores colombianos, ou seja, um mínimo de 4,5 milhões de votos.

Se o texto for aprovado, os militantes das Farc poderão participar do processo político na Colômbia. Este é um dos grandes pontos de divergência entre os favoráveis e os opositores ao acerto.

O governo de Juan Manuel Santos declarou não ter um plano "B" caso os eleitores rejeitem o pacto.

Guerrilha vai indenizar vítimas

No sábado (1), a guerrilha anunciou que irá indenizar as vítimas do conflito. "Conforme o estabelecido no acordo final, procederemos à reparação material das vítimas, no marco das medidas de reparação integral", confirmou o grupo rebelde, em um comunicado.

A declaração dos bens será feita durante o processo de entrega de armas dos rebeldes. Eles terão até 180 dias para seu desarmamento, a partir de 26 de setembro, data da assinatura do acordo final. Para a indenização, os insurgentes vão "declarar perante o governo os recursos monetários e não monetários que vieram compondo nossa economia de guerra", completou o texto.

Um dos principais pedidos de vários setores da sociedade colombiana, a indenização às vítimas foi estabelecida no acordo de paz e inclui atos simbólicos e indenizações materiais. Até agora, as Farc negavam ter os recursos econômicos para fazer isso. A alegação é que eram destinados ao funcionamento do aparato militar da guerrilha.

Em cinco décadas de luta armada, a violência entre guerrilheiros das Farc, grupos paramilitares e agentes estatais deixou 260.000 mortos e provocou o deslocamento de 6,9 milhõees de pessoas.

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