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Colômbia/Acordo

Colombianos rejeitam acordo de paz entre governo e as Farc

Decepção dos defensores do "sim" após divulgação de resultados do plebiscito sobre o acordo de paz com as Farc, na Praça Bolívar, em Bogotá, na Colômbia, no domingo (2).
Decepção dos defensores do "sim" após divulgação de resultados do plebiscito sobre o acordo de paz com as Farc, na Praça Bolívar, em Bogotá, na Colômbia, no domingo (2). REUTERS/John Vizcaino

Contrariamente ao prognóstico das pesquisas, os colombianos rejeitaram no referendo deste domingo (2) o acordo de paz entre o governo do presidente Juan Manuel Santos e a guerrilha das FARC.

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Andrea Domínguez, correspondente da RFI, em Bogotá,

Com 50,23% dos votos, os partidários do “Não” ganharam dos defensores dos acordos com apenas 100 mil votos a mais dos que votaram “Sim”.

De forma muito calma, o presidente Santos reconheceu a derrota e anunciou que os integrantes da equipe de negociação do governo viajarão imediatamente a Havana para se reunir com os líderes guerrilheiros. O objetivo é manter o cessar-fogo enquanto for definido um novo caminho a seguir.

O líder das FARC confirmou a intenção de deixar a luta armada, enfatizando que a sua decisão de usar só a palavra como arma política não é reversível. Até onde os guerrilheiros estariam dispostos a ceder é a grande pergunta do momento.

Por sua vez, o ex-presidente Alvaro Uribe, líder da campanha pelo “Não” fez um apelo para um “pacto nacional”. Ele frisou a importância de se reformular os acordos em relação à justiça, para evitar impunidade. Uribe não especificou se vai ou não se aliar ao presidente Santos para renegociar os novos acordos.

Nesta segunda-feira, o presidente Santos vai se reunir com representantes das diversas forças políticas do país para tentar achar uma saída que permita manter aberto o diálogo com as Farc. Alguns analistas já sugerem mudanças para atrair opositores do governo para compor uma nova equipe de negociação ou até na possibilidade de convocar uma assembleia constituinte.

Além da divisão em que se encontra a Colômbia, o alto nível de abstenção no referendo, que chegou a 62%, o mais alto dos últimos 20 anos, lançou mais dúvidas sobre o futuro do país.

 

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