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Colômbia

Rejeição do acordo de paz com Farc não afeta economia da Colômbia, diz ministro

O ministro colombiano das Finanças, Mauricio Cárdenas, tentou tranquilizar os possíveis investidores durante evento em Washington.
O ministro colombiano das Finanças, Mauricio Cárdenas, tentou tranquilizar os possíveis investidores durante evento em Washington. REUTERS/James Lawler Duggan

A economia da Colômbia não deve sofrer nenhum impacto apesar do impasse nas negociações de paz com as Farc, que foram rejeitadas em um plebiscito na semana passada. A declaração foi feita nesta quinta-feira (6), em Washington o ministro colombiano das Finanças, Mauricio Cárdenas.

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"O fim do processo de paz vai tomar um pouco mais de tempo. Com certeza será algo que irá se prolongar, mas a economia colombiana continuará sendo exatamente a mesma", apontou o ministro, que assiste na capital americana as reuniões de outono (no hemisfério norte) do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Sempre disse que entre o processo de paz e o manejo econômico existia uma muralha chinesa, que a economia tem seu próprio caminho, tem seu próprio voo e esse plano de voo não é afetado pelas decisões adotadas no domingo", disse Cárdenas a jornalistas. Como exemplo, o ministro citou que o governo apresentará uma reforma tributária que disse ser necessária "independentemente das decisões do plebiscito", para compensar a queda dos preços do petróleo e gerar maior competitividade.

Cárdenas havia declarado antes, em um fórum sobre a Aliança do Pacífico, que a agricultura e o turismo estavam entre os setores que mais têm a ganhar com o fim do conflito armado, a medida que os guerrilheiros se desmobilizem e desapareçam as minas terrestres. Mas o representante colombiano não explicou se o resultado do plebiscito altera as expectativas do governo sobre essas áreas.

Contra todos os prognósticos, uma estreita maioria de colombianos disse "Não" no domingo (2) aos acordos de paz alcançados entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após quase quatro anos de negociações em Cuba. A surpreendente rejeição nas urnas deixou a Colômbia em choque e abriu uma janela de incerteza política em uma das primeiras economias da América do Sul.

Mas Cárdenas descartou um transbordamento para o terreno econômico. "Os mercados responderam bem. A economia colombiana é forte e tem fortes instituições econômicas", disse.

(Com informações da AFP)

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