Acessar o conteúdo principal
EUA

Após deixar mais de 300 mortos no Haiti, furacão Matthew chega aos EUA

Fortes chuvas e ventos do furacão Matthew já chegaram ao litoral da Flórida.
Fortes chuvas e ventos do furacão Matthew já chegaram ao litoral da Flórida. REUTERS/Javier Galeano

O furacão Matthew provocou chuvas torrenciais e ventos fortes ao atingir a costa da Flórida nesta sexta-feira (7), depois de deixar um rastro de destruição no Caribe. Cerca de 140 mil casas estão sem energia elétrica. Só no Haiti, mais de 300 pessoas morreram na passagem do fenômeno.

Publicidade

Matthew foi rebaixado para uma tempestade de categoria três na madrugada desta sexta-feira pelo Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês), já que a velocidade de seus ventos caiu levemente. No entanto, a Flórida ainda enfrenta seu furacão mais perigoso dos últimos tempos.

O NHC informou que a tempestade se movia paralelamente e ao longo da costa leste da Flórida antes do amanhecer desta sexta-feira. A grande preocupação é com qual intensidade ele irá atingir a região. Segundo especialistas, um impacto direto pode ser devastador, mas uma chegada lateralmente ainda pode ser catastrófica.

O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu um comunicado com uma dura advertência: "Não há memória viva local do potencial deste evento. Se um impacto direto ocorrer será diferente de qualquer furacão na era moderna".

Plano de emergência federal

Ao menos dois milhões de americanos foram convocados a deixar o litoral atlântico. O Estado da Flórida decretou um plano de emergência federal diante da chegada do furacão Matthew. Muitos abrigos ficaram lotados na quinta-feira (6), em uma corrida frenética para salvar pessoas e animais de estimação.

Em uma medida rara, os parques temáticos do Walt Disney World, o Disney Springs, os campos de minigolfe, os parques aquáticos e o complexo ESPN Wide World of Sports, na Flórida, permanecerão fechados durante todo o dia.

Os candidatos à presidência Hillary Clinton e Donald Trump solicitaram aos cidadãos que não permaneçam nas zonas de perigo, mas alguns habitantes desafiam essas recomendações. Já o governador da Flórida, Rick Scott, um Estado acostumado a tempestades tropicais, pediu que as pessoas não esperem até o último minuto para pegarem a estrada, evitando assim ficarem em engarramentos ou sem gasolina. Segundo as autoridades aeroportuárias, 90% dos voos previstos para esta quinta-feira em Miami foram cancelados.

Diante da ameaça que representa um furacão de categoria 4, o presidente americano, Barack Obama, decretou estado de emergência na Flórida, Carolina do Sul e Geórgia. A medida permite desbloquear rapidamente recursos federais de assistência e que as agências de segurança interior (DHS) e de gestão de situações de emergência (Fema) coordenem os trabalhos de resgate.

Moradores presos em suas casas em Bahamas

A força devastadora de Matthew continuava devastando o arquipélago das Bahamas na madrugada desta sexta-feira, onde os aeroportos foram fechados e os cruzeiros turísticos foram desviados.

Várias pessoas que não seguiram as instruções de evacuação emitidas nos últimos dias ficaram presas em suas casas devido ao aumento do nível da água. Todo o arquipélago ficou sem energia elétrica.

Na ilha de New Providence, onde se situa Nassau, alguns habitantes relataram que os fortes ventos arrancaram os tetos de suas casas. Além disso, as estradas estavam cobertas de árvores caídas.

Haiti é o país mais atingido pelo Matthew

O Haiti foi o país mais atingido pelo furacão. Segundo o senador haitiano Hervé Fourcand, Matthew provocou "mais de 300 mortes". Fourcand declarou que o número de óbitos ainda deve aumentar, já que o acesso às zonas mais afetadas continua difícil e prejudica a avaliação do número exato de vítimas.

O vento e as chuvas inundaram cerca de duas mil casas, danificaram 10 escolas, destruíram importantes áreas agrícolas, empresas, estradas e pontes. Mais de 21 mil pessoas foram evacuadas e instaladas em refúgios provisórios.

O Haiti, muito vulnerável às intempéries devido a um grande desmatamento, tenta se recuperar do terremoto de 2010 que deixou mais de 200 mil mortos no país. Com a passagem do furacão, as autoridades temem que a epidemia de cólera reapareça. Oito casos já foram registrados.

As eleições presidenciais haitianas, previstas para domingo (9), foram adiadas, diante do cenário de catástrofe deixado pelo furacão.

Na sua passagem pelo Caribe, Matthew também causou quatro mortes na República Dominicana, onde mais de 36 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.

(Com informações da AFP)

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.