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Cuba/Mtatthew

Furacão Matthew: sistema de prevenção evitou tragédia em Cuba

Em Jérémie, habitantes lavam roupa perto das casas destruídas pelo furacão
Em Jérémie, habitantes lavam roupa perto das casas destruídas pelo furacão REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

A passagem do furacão Matthew em Cuba não deixou nenhuma vítima fatal. O motivo é o sistema de prevenção e alerta local que impediu uma tragédia.

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O furacão, um dos mais violentos dos últimos dez anos, deixou 473 mortos no Haiti, 17 no sudeste dos Estados Unidos e quatro na República Dominicana.

De acordo com Laura Melo, diretora do Programa Alimentar Mundial em Cuba, o país dispõe de dispositivos excepcionais em sua preparação e aplicação. “É uma gestão organizada e todas as medidas foram tomadas para preservar o máximo possível de vidas humanas. É um exemplo regional”, diz.

Desde a tragédia provocada pelo furacão Flora, que deixou 1.200 mortos em 1953, a Defesa Civil realiza anualmente um exercício nacional de resposta aos desastres naturais que acontecem com frequência no chamado período dos ciclones, que vai de junho a novembro.

Profissionais e população se mobilizam

Todos os anos, as autoridades mobilizam forças armadas, voluntários, responsáveis do partido, administrações locais e regionais, bombeiros e a Cruz Vermelha de cada município. “Todo mundo participa”, diz Alexis Lorenzo Ruiz, psicólogo membro da Rede latino-americana de psicologia em Emergência e Catástrofe. Um sistema piramidal e integrado onde cada um tem um papel, mobilizando toda a população. “Na fase de alerta, visitamos cada um e a campanha midiática ajudou muito."

Houve também o fator sorte: o furacão, que inicialmente tomou a direção de cidades populosas, como Guantanamo ou Santiago, desviou para o leste no último momento, indo para o Haiti.
 

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